FMI reduz projeção de crescimento da China para 2026 e 2027 devido a entraves estruturais
Instituição espera que o PIB chinês cresça 4,5% em 2026 e 4% em 2027, citando dificuldade no setor imobiliário.
Por Redação Diário Local
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu as projeções de crescimento da economia da China para os anos de 2026 e 2027. A instituição espera que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresça 4,5% em 2026 e 4% em 2027, números que ficam 0,1 ponto percentual abaixo das estimativas divulgadas em julho.
A revisão detalhada consta no mais recente Panorama Econômico Mundial, divulgado nesta terça-feira (14). Segundo o relatório, a redução nas previsões é motivada por incertezas prolongadas, obstáculos estruturais e pelas dificuldades persistentes enfrentadas pelo setor imobiliário do país asiático.
O FMI apontou que o crescimento chinês de 4,3% registrado no segundo trimestre ficou abaixo do esperado. Esse desempenho foi pressionado pelo ritmo lento do consumo interno e pela queda nos investimentos, em um cenário de crise contínua no mercado de imóveis.
Apesar da força das exportações, o órgão ressaltou que elas conseguiram compensar apenas parcialmente o impacto negativo sobre o crescimento total. O relatório indica que o setor de exportações não foi suficiente para anular os desafios internos.
Outros fatores externos também devem influenciar a atividade econômica chinesa na China. De acordo com a instituição, os preços globais mais elevados do petróleo, somados à incerteza, devem pesar sobre o desempenho do país durante este ano.
Contudo, o FMI avalia que o apoio por meio de políticas públicas deve ser um fator de estabilidade. A expectativa é que essas medidas ajudem a impedir uma desaceleração econômica ainda mais acentuada na região.
O que esperar do cenário global?
Enquanto as projeções para a China foram revistas para baixo, o FMI elevou em 0,1 ponto percentual sua estimativa para o crescimento econômico global em 2026, que agora deve ser de 3,1%.
Segundo Deniz Igan, chefe de divisão do departamento de pesquisa do Fundo, o desempenho das economias varia conforme o setor de atuação. Países que se beneficiam de investimentos em inteligência artificial ou de condições favoráveis de comércio apresentam resultados melhores.
Por outro lado, o cenário é mais desafiador para economias que dependem da importação de energia e para nações de baixa renda. Para estes grupos, a volatilidade dos preços e as condições de mercado atuais impõem obstáculos maiores ao desenvolvimento.
