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Guerra na Ucrânia

Zelensky afirma que uso de mísseis russos contra Kiev visa causar mortes de civis

Presidente ucraniano afirmou que uso de mísseis com ogivas de fragmentação demonstra intenção de Moscou em não negociar a paz.

Por Redação Diário Local

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que três dos mísseis balísticos utilizados pela Rússia em um ataque em larga escala contra Kiev nesta quinta-feira (22) continham ogivas de munição fragmentada. Segundo o líder ucraniano, o uso desse armamento e a escolha dos alvos demonstram uma intenção deliberada de Moscou em causar o maior número possível de vítimas e danos entre civis.

Os ataques ocorreram em três ondas sucessivas, totalizando 21 mísseis balísticos lançados contra a capital ucraniana. Zelensky informou que 22 pessoas ficaram feridas em Kiev e outras 34 pessoas foram atingidas em outras onze regiões do país, segundo o balanço divulgado pelo governo ucraniano.

De acordo com o presidente, os bombardeios atingiram prédios residenciais, instalações de energia e infraestrutura ferroviária. Zelensky destacou que os mísseis com ogivas de fragmentação explodem no ar e atingem um raio de 400 metros, tecnologia que é alvo de críticas internacionais e proibida por um tratado assinado por mais de 110 países.

O novo ciclo de ataques acontece poucas horas após o anúncio de avanços diplomáticos para a retomada de negociações trilaterais entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia. O movimento diplomático foi motivado por uma reunião entre Vladimir Putin e o enviado especial do governo Trump, Steve Witkoff, realizada na quarta-feira (21) em São Petersburgo.

Por meio de suas redes sociais, Zelensky criticou a postura russa e ironizou declarações que classificavam o governo russo como "humanitário". O presidente ucraniano afirmou que a ofensiva ocorre quase imediatamente após uma rodada de conversas e que isso mostra que não houve mudança real na postura de Moscou.

O que diz a Rússia sobre os ataques?

O governo russo afirmou ter realizado um ataque em larga escala contra a infraestrutura portuária na região de Odesa, no sul da Ucrânia. Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, os alvos incluíam instalações portuárias e embarcações utilizadas pelas Forças Armadas ucranianas.

Em contrapartida, Moscou declarou que suas defesas aéreas derrubaram 808 drones ucranianos durante a madrugada. Segundo o governo russo, os equipamentos foram destruídos em diferentes regiões do país e na Crimeia, território anexado por Moscou em 2014.

Status das negociações diplomáticas

Apesar da retomada das conversas envolvendo Washington, Moscou e Kiev, ainda não há indicação de um acordo concreto para encerrar o conflito. O chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, afirmou que os moradores de Kiev ouviram o que chamou de "humanismo russo" durante os bombardeios a centros comerciais e instalações médicas.

Zelensky reiterou que qualquer formato de negociação deve contar obrigatoriamente com a participação direta da Ucrânia. O presidente ucraniano defendeu anteriormente a proposta de "congelar" a linha de frente da guerra como um passo inicial para um possível cessar-fogo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.