Torre Eiffel é fechada ao público em meio a greve geral na França nesta quinta-feira (5)
Monumentos, escolas e transportes são afetados por paralisação que deve reunir até 700 mil pessoas nos arredores de Paris
Por Redação Diário Local
A Torre Eiffel foi fechada ao público nesta quinta-feira (5) devido a uma greve nacional que afeta diversos serviços essenciais na França, como o transporte de trens e o funcionamento de escolas. A decisão de interromper as visitas ao monumento foi comunicada pelo seu site oficial em meio a uma mobilização de sindicatos e organizações estudantis.
O serviço de inteligência interna francês estima que entre 500 mil e 700 mil pessoas participem dos atos nos arredores de Paris. Para acompanhar as manifestações e garantir a ordem, o governo mobilizou cerca de 70 mil policiais em todo o território nacional.
A paralisação já apresenta impactos em setores estratégicos da economia. Na manhã desta quinta-feira (5), a mobilização dos trabalhadores resultou em uma redução de 2,4 gigawatts na produção de energia nuclear do país, segundo dados do setor.
A estatal de energia EDF informou que sindicatos do setor elétrico também devem aderir à paralisação. No setor educacional, o Ministério francês comunicou que a previsão era de que 17,5% dos professores da rede pública de ensino fundamental participassem da greve.
Por que ocorre a greve?
A nova jornada de protestos é motivada pela insatisfação popular com o custo de vida, a deterioração dos serviços públicos e as condições do sistema de educação. O movimento é apontado como um dos mais intensos dos últimos anos no país.
A onda de manifestações ocorre em um momento de tensão política, a cinco meses das eleições presidenciais. O cenário tem pressionado o governo, enquanto partidos de oposição tentam converter a insatisfação social em capital político durante a disputa.
O movimento ganhou força inicialmente através de estudantes insatisfeitos com as perspectivas profissionais dos jovens e a situação das escolas. No entanto, as reivindicações foram ampliadas, tornando-se um desafio mais abrangente para a gestão atual.
Em resposta à situação, o presidente Emmanuel Macron convocou uma reunião de defesa e segurança na quarta-feira (4) para discutir as medidas antes desta nova rodada de protestos. Sindicatos também alertaram para possíveis interrupções no sistema de transporte público e ferroviário.
