Tecnologia LiDAR revela civilização de até 3 milhões de pessoas na Amazônia
Uso de tecnologia de mapeamento aéreo detectou centenas de estruturas arqueológicas ocultas sob a floresta.
Por Redação Diário Local
Levantamentos aéreos realizados com a tecnologia LiDAR identificaram centenas de estruturas arqueológicas ocultas sob a vegetação da floresta amazônica. Os dados indicam que uma antiga sociedade, com população estimada em até 3 milhões de habitantes, ocupou a região entre 600 a.C. e 850 d.C.
A descoberta revela a presença de complexas formações humanas em um território que, até então, apresentava desafios para o mapeamento devido à densidade da mata. O uso de sensores de alta precisão permitiu localizar geoglifos e outras estruturas que permaneciam invisíveis aos métodos tradicionais de observação direta.
A tecnologia LiDAR (detecção por luz e distância) utiliza sensores aéreos para medir a distância entre o equipamento e o solo por meio de pulsos de laser. Esse processo permite criar mapas detalhados do relevo, conseguindo "enxergar" através da cobertura vegetal para identificar formas e contornos no chão da floresta.
O mapeamento desses geoglifos e de outras formações é fundamental para entender o tamanho e a organização da civilização que habitou a Amazônia há milhares de anos. De acordo com informações do Instituto Geoglifos da Amazônia, a tecnologia tem o potencial de inaugurar uma nova fase nos estudos arqueológicos na região.
Com o suporte desses levantamentos, pesquisadores podem agora compreender com maior profundidade a ocupação humana milenar no território. A precisão dos dados permite que a arqueologia avance para o entendimento de como essas sociedades se estruturavam no ambiente amazônico.
A análise das novas estruturas ajuda a reconstruir a história de um período que se estendeu por mais de mil anos de ocupação contínua. As descobertas mostram que a Amazônia abrigou populações densas e tecnicamente organizadas muito antes dos registros históricos tradicionais.
O uso de tecnologias de mapeamento remoto reduz a necessidade de intervenções físicas diretas em áreas de preservação, permitindo um estudo vasto e menos invasivo. Isso facilita a localização de novos sítios arqueológicos sem comprometer a integridade da floresta.
A nova fase da arqueologia na Amazônia deverá integrar esses dados digitais com escavações pontuais para validar a antiguidade e a função de cada estrutura encontrada. O objetivo é consolidar o conhecimento sobre a complexidade das civilizações pré-colombianas na região.
