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Colômbia autoriza operações militares conjuntas com os EUA para combater narcotráfico

Acordo permite ataques conjuntos do Departamento de Guerra dos EUA e forças colombianas contra redes de narcoterrorismo no país

Por Redação Diário Local

A Colômbia autorizou a realização de operações militares conjuntas com os Estados Unidos para combater grupos de narcotraficantes em território colombiano. O anúncio foi feito pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, nesta quarta-feira (12), no Panamá.

Segundo Hegseth, a Colômbia solicitou que o Departamento de Guerra se junte ao país na luta contra o chamado "narcoterrorismo". O objetivo da ofensiva é desmantelar redes criminosas e destruir laboratórios de produção de drogas em solo colombiano.

Com a medida, a Colômbia — atualmente a maior produtora de cocaína do mundo — torna-se o quarto e maior país latino-americano a autorizar operações militares coordenadas com as forças americanas. A estratégia faz parte de uma ofensiva de coordenação de ataques militares conjuntos nas Américas.

A decisão ocorre após a mudança de gestão na Colômbia, com a posse do presidente Abelardo de la Espriella na semana passada. O novo governo, de perfil conservador, prometeu intensificar o combate a grupos armados após quatro anos de administração de esquerda.

Hegseth também agradeceu a outros países que se comprometeram a trabalhar com o presidente Donald Trump no combate às redes de tráfico, incluindo Equador, Honduras e Guatemala. O secretário destacou especificamente o papel de liderança assumido pelo governo do presidente equatoriano, Daniel Noboa.

Em março, os Estados Unidos anunciaram o apoio a operações realizadas por forças locais do Equador contra instalações suspeitas de produção de entorpecentes. O movimento integra a Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental, coordenada por Hegseth, que busca mobilizar recursos para fortalecer parcerias regionais.

A política de Washington busca dar continuidade a esforços de ataques militares para desmantelar o tráfico ilegal. No último ano, a estratégia americana resultou em dezenas de ataques contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico Oriental, operações que deixaram mais de 220 mortos.

A ofensiva também se alinha à promoção da Aliança Escudo das Américas, defendida por Donald Trump. O grupo pretende reunir um conjunto mais amplo de países para combater cartéis de drogas e outras redes criminosas na região.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.