Presidente da Colômbia entrega relatório com acusações de corrupção contra gestão de Gustavo Petro
Documento entregue ao Ministério Público aponta irregularidades em 22 setores e má execução de recursos públicos na gestão anterior.
Por Redação Diário Local
O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, entregou ao Ministério Público o relatório denominado “Livro da Verdade”. O documento contém mais de 80 acusações de eventuais irregularidades atribuídas à gestão anterior, de Gustavo Petro, realizada na última terça-feira (18).
De acordo com o presidente colombiano, a entrega do documento aos órgãos de controle é um dever para garantir a responsabilidade sobre a administração dos bens públicos. O relatório aponta comportamentos que o governo atual classifica como padrões de corrupção.
O vice-presidente José Manuel Restrepo afirmou que o trabalho foi elaborado por 1.256 voluntários e identifica problemas em 22 setores críticos do país. Entre as irregularidades listadas estão a má execução de recursos, a irresponsabilidade fiscal e a influência de grupos criminosos na gestão pública.
O que diz o relatório sobre os recursos públicos?
O documento destaca como um dos pontos mais graves a gestão da Unidade Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres. Segundo o texto, embora tenham sido destinados 15,3 trilhões de pesos, apenas 4,3% do orçamento previsto para o período da gestão de Petro teria sido efetivamente executado.
Outro ponto mencionado é a existência de uma folha de pagamento paralela no Poder Executivo. O relatório indica que 900 mil contratos de prestação de serviços teriam gerado um passivo superior a 5 trilhões de pesos para as finanças do país.
Resposta de Gustavo Petro
Gustavo Petro contestou o teor das acusações por meio de sua conta na rede social X. Ele afirmou que o relatório não possui rigor jurídico ou institucional e que os pontos levantados pelo atual governo referem-se a políticas públicas, e não a crimes.
Petro ainda declarou que não houve a entrega de um livro forense à Procuradoria. Ele comparou a situação a um caso anterior ocorrido em Antioquia, mencionando que investigações similares concluíram sem a identificação de acusados.
A procuradora Luz Adriana Camargo, responsável pelo recebimento do documento, informou que o conteúdo será submetido a avaliação técnica e jurídica. Camargo ressaltou que o procedimento seguirá os padrões de objetividade e garantirá a presunção de inocência dos envolvidos.
