Colonos israelenses atacam diplomatas europeus e religiosos na Cisjordânia
Ataque contra representantes da Bélgica, França e Polônia envolveu pedradas e danos a veículos perto de Ramallah nesta sábado (17)
Por Redação Diário Local
Colonos israelenses mascarados atacaram diplomatas da Bélgica, da França e da Polônia, além de palestinos e representantes católicos, nas proximidades de Ramallah, na Cisjordânia, neste sábado (17). O grupo, que utilizava quadriciclos e estava armado com paus, arremessou pedras contra veículos diplomáticos perto da aldeia de Taybeh.
De acordo com relatos de testemunhas e imagens do ocorrido, cerca de dez agressores cercaram um dos veículos diplomáticos e exigiram documentos de identificação. Durante a ação, a janela de um carro do consulado belga foi quebrada pelos agressores.
Entre os atingidos pelo ataque estava o prefeito francês de Aulnoye-Aymeries, Bernard Baudoux. O ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévot, condenou o episódio e confirmou que a equipe diplomática belga está em segurança.
O ministro belga defendeu que a União Europeia aplique sanções contra os responsáveis pelo ataque e contra pessoas que apoiem as ações. Prévot destacou que a violência não se limitou aos diplomatas europeus, atingindo também religiosos e civis palestinos.
O incidente ocorre em um contexto de tensão crescente no território. Na região de Beit Lid, ao norte da Cisjordânia, as Forças de Defesa de Israel (IDF) enviaram tropas após confrontos entre israelenses e palestinos que deixaram um ferido do lado israelense.
Nessa localidade, há relatos de que colonos tentaram interromper a colheita de azeitonas e agrediram palestinos e ativistas. Suspeita-se ainda de que um veículo roubado por esse grupo tenha se envolvido em um incidente que deixou ao menos uma pessoa ferida.
Dentro de Israel, a violência gerou críticas da oposição política. Yair Golan, líder do partido Os Democratas, afirmou que os atos praticados por colonos devem ser combatidos com rigor e sem concessão de privilégios legais aos envolvidos.
Golan defendeu a responsabilização dos agressores e o restabelecimento de medidas de segurança contra suspeitos de terrorismo judaico. Ele também criticou a gestão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e do ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, acusando a coalizão de agravar a violência e o desgaste da imagem internacional do país.
