Comandante do Comando Sul dos EUA visita a Colômbia para discutir combate ao crime organizado
Visita do general Francis L. Donovan ocorre em meio à integração da Colômbia na Coalizão das Américas contra os Cartéis (A3C).
Por Redação Diário Local
O comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis L. Donovan, desembarcou na Colômbia nesta quarta-feira (26) para tratar de estratégias conjuntas contra o crime organizado transnacional. O encontro tem como objetivo reunir-se com integrantes da nova cúpula das Forças Armadas colombianas para fortalecer a parceria de segurança entre os dois países.
A visita ocorre em um momento de alinhamento entre as administrações de Donald Trump e Abelardo de la Espriella na área de defesa. Recentemente, a Colômbia passou a integrar a Coalizão das Américas contra os Cartéis (A3C), uma iniciativa liderada pelos Estados Unidos para ampliar a cooperação regional no enfrentamento ao narcotráfico e ao terrorismo.
Nova estratégia de segurança na Colômbia
Como parte do fortalecimento da cooperação, os Estados Unidos e a Colômbia acertaram o empréstimo de três drones do modelo MQ-9A Reaper. Os equipamentos serão utilizados para apoiar operações contra organizações criminosas no país.
O Comando Sul dos Estados Unidos classificou a Colômbia como um parceiro histórico e um ator importante para a segurança na região. Segundo o órgão, o objetivo da viagem de Donovan é discutir esforços combinados no combate a narcoterroristas.
A nova postura de segurança ocorre após Abelardo de la Espriella assumir a Presidência da Colômbia. O governo atual busca intensificar o enfrentamento direto a grupos criminosos e prepara uma reforma para classificar guerrilheiros e narcotraficantes como terroristas.
O ministro do Interior, Rodrigo Lara, informou que trabalha na elaboração de um estatuto antiterrorista. A proposta, que deve ser encaminhada ao Congresso, visa criar um marco jurídico para definir o terrorismo e estabelecer instrumentos de combate a esses grupos.
Alvos legítimos em operações conjuntas
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que organizações designadas como terroristas por Washington podem ser consideradas alvos legítimos em operações conduzidas com o apoio de governos parceiros, citando a Colômbia como um desses aliados.
Ao ser questionado sobre ações militares contra grupos armados, Hegseth mencionou dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN) como exemplos de organizações que entram no escopo dessa cooperação internacional.
