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Júri condena homem por planejar assassinato do rapper Tupac Shakur em Las Vegas

Duane Davis foi considerado culpado por orquestrar o crime ocorrido em 1996; réu pode pegar prisão perpétua.

Por Redação Diário Local

Um júri considerou Duane “Keffe D” Davis culpado de orquestrar o assassinato do rapper Tupac Shakur, ocorrido em 1996. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (31), em Las Vegas, marcando a primeira condenação relacionada ao caso após décadas de investigação.

Davis, de 63 anos, foi condenado por homicídio com uso de arma letal. De acordo com a legislação de Nevada, ele pode ser sentenciado à prisão perpétua, mesmo que não tenha sido o responsável direto por puxar o gatilho, desde que tenha participado da execução do crime.

O julgamento, que durou semanas, contou com a participação de um júri composto por 16 pessoas, incluindo quatro suplentes. Após três horas de deliberação, o grupo decidiu pela condenação após ouvir o depoimento de 24 testemunhas de acusação e três de defesa ao longo de nove dias.

O vice-procurador distrital, Binu Palal, argumentou em suas alegações finais que Davis adquiriu uma arma com o objetivo de atacar Shakur e o cofundador da Death Row Records, Marion "Suge" Knight. Segundo a acusação, o ataque teria ocorrido após as vítimas espancarem o sobrinho de Davis na noite do crime.

Palal afirmou que, embora as versões de Davis sobre o assassinato tenham mudado ao longo dos anos para tentar protegê-lo, um detalhe permaneceu constante: o réu admitiu repetidamente que estava dentro do veículo Cadillac branco de onde os tiros foram disparados.

A defesa de Davis, representada pelo advogado Michael Sanft, questionou a ausência de provas físicas que o vinculassem ao local. Segundo o advogado, não existem imagens de câmeras de segurança ou registros telefônicos que comprovem a presença de Davis em Las Vegas no dia 7 de setembro de 1996.

A investigação sobre o caso estava paralisada há anos, mas foi reativada após declarações de Davis feitas em 2018 e em seu livro de memórias, publicado em 2019. No livro, ele relatou que estava no banco do passageiro dianteiro do Cadillac e entregou a arma a um dos homens que estavam no banco de trás.

Os outros três homens que estavam no veículo com o réu no momento do crime morreram. O caso de outro rapper, Christopher Wallace (conhecido como The Notorious B.I.G.), assassinado em 1997, continua sem solução, embora investigadores especulem que a morte tenha sido uma retaliação ao homicídio de Shakur.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.