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Rússia acusa União Europeia de articular planos para desestabilizar eleições de setembro

Serviço de Inteligência Estrangeiro da Rússia afirma que países europeus tentam desacreditar o processo eleitoral e provocar pânico.

Por Redação Diário Local

O Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia (SVR) acusou a União Europeia e os principais países europeus de articularem uma estratégia para desestabilizar o país antes das eleições parlamentares de setembro. Segundo o órgão de inteligência, o objetivo da ofensiva seria interromper o processo eleitoral e desacreditar os resultados da votação.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (31), o Kremlin afirmou que o Ocidente está mobilizando diferentes frentes de atuação contra o governo russo. De acordo com o SVR, a preparação ocorre no período que antecede o chamado “dia da eleição única”, previsto para o próximo mês.

O serviço de inteligência alega que, durante uma cúpula da chamada “coalizão dos dispostos”, países europeus teriam incentivado a Ucrânia a intensificar sabotagens e ataques contra alvos em território russo. Segundo a acusação, essas ações buscam provocar pânico na população e desviar recursos das forças de segurança e do governo.

Como funcionará o processo eleitoral?

A Rússia realizará, entre 18 e 20 de setembro (sexta-feira), as eleições para a nona Duma Estatal, que é a Câmara Baixa do Parlamento. No total, serão escolhidos 450 deputados por meio de listas partidárias e distritos uninominais.

O pleito também deve ocorrer em territórios ucranianos ocupados pela Rússia, onde foram estabelecidos 11 distritos uninominais para a votação. Além da disputa pela Duma, haverá eleições para assembleias legislativas em 39 regiões russas.

O ciclo eleitoral prevê aproximadamente 23 mil vagas em disputa, incluindo cargos regionais. Em sete regiões, as eleições serão diretas, enquanto em outras três a escolha será feita pelos parlamentos locais.

Atualmente, o partido governista Rússia Unida, ligado ao presidente Vladimir Putin, detém o controle da Duma Estatal. A legenda ocupa 314 das 450 cadeiras, o que representa cerca de 70% da Câmara.

Proibição de partido opositor

No âmbito jurídico, a Suprema Corte russa proibiu o partido Yabloko de participar das eleições parlamentares de setembro. A decisão aceitou pedidos para anular o registro das candidaturas da legenda, que é posicionada como contrária à guerra na Ucrânia.

O Yabloko anunciou que pretende recorrer da decisão. O partido, apontado como uma das últimas forças liberais em funcionamento no país, afirmou por meio de seu líder, Nikolai Rybakov, que continuará trabalhando pelo fim do conflito e pelo retorno da paz.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.