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Coreia do Norte afirma que manterá arsenal nuclear para garantir soberania nacional

Norte-coreana rejeita pedidos de desnuclearização feitos durante cúpula de chanceleres da ASEAN nas Filipinas.

Por Redação Diário Local

A Coreia do Norte afirmou, neste domingo (26), que manterá o seu arsenal nuclear e que o programa será atualizado de forma constante para proteger a soberania do país. A decisão foi comunicada por Kim Yo Jong, diretora do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia e irmã do líder Kim Jong-un.

Em comunicado enviado à imprensa, Kim Yo Jong declarou que a dissuasão nuclear funciona como um "escudo definitivo" para a nação. Segundo a diretora, a capacidade bélica norte-coreana passará por atualizações permanentes e não sofrerá estagnação momentânea.

O posicionamento ocorre em meio a pressões da comunidade internacional. Durante a cúpula de chanceleres da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), realizada nas Filipinas nesta semana, autoridades regionais defenderam a desnuclearização do país.

A Coreia do Norte é alvo de diversas sanções internacionais em razão do desenvolvimento de seu arsenal de armas nucleares. O governo de Kim Jong-un, no entanto, sustenta a legitimidade do programa como uma forma de repelir possíveis ameaças de grandes potências.

Contexto de conflito e tensão nas Coreias

A manutenção do programa nuclear reflete o clima de despreparo para a paz na região. Tecnicamente, a Coreia do Norte e a Coreia do Sul ainda se encontram em estado de guerra, uma vez que o armistício assinado em 1953 apenas paralisou os combates.

O pacto firmado há mais de sete décadas não evoluiu para um acordo de paz definitivo entre as duas nações. Desde então, a interrupção dos combates não significou o fim das hostilidades políticas e militares.

O governo norte-coreano acusa a Coreia do Sul de manter uma política hostil contra o Norte. Para o regime de Kim Jong-un, a cooperação militar entre o governo sul-coreano e os Estados Unidos é interpretada como uma ameaça existencial.

Esse cenário de desconfiança mútua tem impactos diretos nas relações diplomáticas. Com o agravamento das tensões, os esforços para uma possível reunificação das duas Coreias foram praticamente encerrados nos últimos anos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.