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Justiça

Justiça da Itália adia para 24 de novembro audiência de extradição de Carla Zambelli

Audiência que discute pedido de extradição da ex-deputada para o Brasil foi remarcada para novembro após pedido da defesa.

Por Redação Diário Local

A Justiça italiana adiou para o dia 24 de novembro a audiência que analisaria o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. O adiamento foi comunicado nesta terça-feira (27) pelo escritório de advocacia de Eduardo Maurício.

O pedido de extradição está relacionado à condenação de Zambelli pelo Supremo Tribunal Federal a 5 anos e 3 meses de prisão. A sentença envolve os crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, em um episódio ocorrido em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

A defesa solicitou mais tempo para analisar documentos enviados pelas autoridades brasileiras. O material trata das condições de detenção e da assistência médica que a ex-deputada receberia na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.

O que ocorreu na audiência

A sessão foi encerrada pela juíza Cristina Capranica, que preside a 1ª Seção Penal da Corte de Apelação de Roma, cerca de 20 minutos após o início. A nova data para o julgamento foi marcada para o dia 24 de novembro.

O Ministério Público italiano declarou que os documentos encaminhados pelo Brasil respondem às exigências da Justiça. Enrico Giarda, advogado da Advocacia Geral da União (AGU) que representa o país no caso, explicou que os dados foram fornecidos por meio de via diplomática.

Por outro lado, a defesa apresentou novos documentos referentes ao estado de saúde de Zambelli e requereu prazo para o exame do conteúdo enviado pelo governo brasileiro.

Ausência de Carla Zambelli

A ex-deputada não compareceu à sessão de hoje. Segundo informações do escritório de Eduardo Maurício, o advogado Pieremilio Sammarco aconselhou Zambelli a não comparecer ao tribunal para evitar um possível mal-estar.

A defesa ressaltou que a presença da ex-deputada na audiência não era uma obrigação legal.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.