Estados Unidos aprovam venda de US$ 5 bilhões em bombas e equipamentos para a Arábia Saudita
Decisão do Departamento de Estado visa reforçar a defesa aérea saudita; pacote inclui munições da Boeing e ainda aguarda aval do Congresso.
Por Redação Diário Local
O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou, nesta sexta-feira (4), a venda de bombas e equipamentos militares para a Arábia Saudita no valor de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões). A medida tem como objetivo reforçar a capacidade de defesa aérea do país árabe diante de ameaças regionais.
O pacote de equipamentos ainda precisa passar por uma etapa de análise no Congresso norte-americano antes de ser concluído. Washington classificou a Arábia Saudita como um "aliado importante", embora o país não integre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
O lote aprovado inclui munições guiadas por GPS, bombas JDAM-ER (Joint Direct Attack Munition — Extended Range) e diversos equipamentos de apoio. A fabricante Boeing deve ser a principal contratada da operação militar.
Além do armamento, o acordo estabelece o fornecimento de suporte logístico, peças de reposição e outros materiais necessários para a utilização dos sistemas. Segundo o órgão norte-americano, o repasse busca ampliar a capacidade saudita de responder a ameaças atuais e futuras.
O governo dos Estados Unidos destacou também que a operação visa aumentar a interoperabilidade das Forças Armadas da Arábia Saudita com sistemas já utilizados por Washington e por outros parceiros da região do Golfo.
A aprovação ocorre em um cenário de tensões no Oriente Médio, marcadas pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro. A Arábia Saudita tem sido alvo recorrente de ataques com drones e mísseis.
As ofensivas são atribuídas a forças iranianas e aos militantes houthis, grupo apoiado por Teerã que atua no Iêmen. A trégua informal que existia entre os rebeldes e Riad desde 2022 foi rompida após o início do conflito com o Irã.
Em julho, os houthis anunciaram um bloqueio naval contra o território saudita e realizaram ataques contra petroleiros no Mar Vermelho. Em resposta, o governo saudita participou de ataques ao lado dos Estados Unidos contra grupos apoiados pelo Irã no Iraque, após ofensivas contra instalações petrolíferas em solo saudita.
