Trump classifica conflito entre EUA e Irã como 'insignificante' e defende posicionamento de JD Vance
O presidente americano defendeu o vice-presidente JD Vance após declarações sobre a natureza dos ataques ao Irã.
Por Redação Diário Local
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta sexta-feira (4), que o conflito militar entre os EUA e o Irã é "insignificante". A declaração ocorreu durante uma conversa no Salão Oval, quando o líder americano defendeu o vice-presidente JD Vance por questionar o uso do termo "guerra" para descrever os confrontos no Oriente Médio.
Trump utilizou a expressão "small potatoes", em inglês, para caracterizar a situação. Segundo o presidente, os ataques realizados pelos Estados Unidos ao Irã são intermitentes e, por isso, muitas pessoas não classificam o embate como uma guerra propriamente dita.
A fala de Trump serve como respaldo às declarações de JD Vance, feitas na quinta-feira (3). Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, Vance rejeitou o uso da palavra "guerra" para os confrontos que já duram seis meses e afirmou que, no momento, "não há nenhum tiroteio em andamento".
O conflito atual, que teve início em 28 de fevereiro, já causou a morte de 18 militares americanos. Ao comentar o número de baixas, Trump argumentou que o montante é relativamente pequeno quando comparado a outros embates históricos dos Estados Unidos.
O presidente citou a Guerra do Vietnã como ponto de comparação, mencionando que, naquele conflito, as perdas foram de dezenas de milhares de pessoas. Segundo os Arquivos Nacionais dos EUA, o total de mortos nas forças armadas americanas durante a Guerra do Vietnã foi de 58.220 militares.
Trump também mencionou uma operação realizada na Venezuela em janeiro, com o objetivo de prender o ex-presidente Nicolás Maduro, ressaltando que, naquela missão, os Estados Unidos não perderam nenhum integrante das forças armadas.
Além das perdas humanas, o enfrentamento com o Irã gerou um impacto financeiro expressivo. O custo para os contribuintes americanos é estimado em mais de US$ 37,5 bilhões até o momento.
O presidente destacou que a natureza da operação no Irã é diferente de outros cenários, pois os Estados Unidos e Israel realizaram apenas ataques aéreos. Não houve, segundo Trump, o envio de tropas terrestres para o território iraniano.
Ao ser questionado sobre a relevância do conflito frente ao número de mortos, Trump reiterou que a ofensiva foi necessária para o desmantelamento do programa nuclear iraniano. Ele afirmou que a ação impediu que o país chegasse a possuir armas nucleares.
O contexto das falas ocorre em um período de escalada de tensão na região. Na quinta-feira (3), o Irã realizou ataques contra o Kuwait, aliado dos Estados Unidos no Golfo, em retaliação a uma série de ofensivas americanas contra o território iraniano no início da semana.
A declaração de Vance também se deu em um momento político estratégico. O vice-presidente evitou prever se os confrontos terminariam antes das eleições de meio de mandato, previstas para o dia 3 de novembro.
Nas eleições de novembro, os republicanos buscam manter as maiorias atuais no Congresso americano. O desfecho do conflito no Oriente Médio é visto como um fator de influência no cenário político interno dos Estados Unidos.
Até o momento, o governo americano mantém a estratégia de ataques intermitentes, sem a expansão para um combate terrestre de grande escala, conforme defendido pelos ocupantes do Salão Oval.
O cenário de instabilidade no Golfo permanece sob monitoramento, especialmente após os ataques ao Kuwait e as constantes respostas militares entre as potências regionais e os Estados Unidos.
