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EUA publicam mapa que exclui Brasil de coalizão de combate ao terrorismo e apagam post

Departamento de Estado americano publicou imagem com países aliados ao combate ao terrorismo e removeu a postagem pouco depois.

Por Redação Diário Local

O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou, nesta quinta-feira (17), uma imagem em suas redes sociais que exclui o Brasil de uma coalizão militar voltada ao combate ao terrorismo nas Américas. O post, feito por volta das 9h15 na rede social X, foi removido cerca de meia hora após a publicação.

O mapa divulgado separava as nações do continente em duas categorias: as que integram a coalizão Escudo das Américas, destacadas em vermelho, e as demais, marcadas em cinza. O Brasil foi incluído no grupo das nações em cinza, ao lado de países como Venezuela, Nicarágua, México e Canadá.

A coalizão Escudo das Américas é liderada pelos Estados Unidos com o objetivo declarado de derrotar organizações terroristas transnacionais no hemisfério ocidental. Recentemente, o grupo recebeu a entrada do Peru e da Colômbia, países que elegeram governos de direita em períodos recentes.

A postagem ocorreu um dia após o governo norte-americano emitir um documento oficial criticando a atuação do governo brasileiro no enfrentamento ao crime organizado. No texto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Brasil falhou em combater as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho.

Para o governo dos Estados Unidos, o PCC e o Comando Vermelho são considerados organizações terroristas estrangeiras. Segundo o documento assinado por Trump, a falta de medidas eficazes contra esses grupos teria transformado o território brasileiro em um centro de distribuição global de cocaína.

Na legenda da publicação que chegou a ficar no ar, o Departamento de Estado reforçou a necessidade de cooperação internacional, afirmando que as organizações terroristas são "malignas" e que é necessário trabalhar em conjunto para derrotá-las.

Apesar das críticas diretas sobre a eficácia das ações de segurança pública, o documento assinado pelo presidente americano não incluiu o Brasil na lista de "principais países de trânsito ou produtores de drogas". No entanto, o governo dos EUA cobrou a adoção de medidas urgentes por parte da gestão do presidente Lula (PT).

A publicação e a subsequente remoção do mapa ocorrem em um momento de tensão diplomática sobre o controle do fluxo de drogas e a erradicação de cartéis nas Américas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.