Explosão em quartel na Bolívia deixa dois mortos e 81 feridos em Viacha
Prefeitura de Viacha decretou três dias de luto após explosões em unidade militar deixarem militares mortos e desaparecidos.
Por Redação Diário Local
Duas explosões em uma unidade militar na cidade de Viacha, na Bolívia, deixaram pelo menos dois mortos e 81 feridos nesta sexta-feira (5). O incidente ocorreu por volta das 14h30 (horário local) no Regimento de Artilharia Mecanizada Bolívar, localizado a cerca de 30 quilômetros de La Paz.
O Ministério da Defesa informou que as vítimas fatais e os sete militares que permanecem desaparecidos serviam na instalação afetada. Entre os 81 feridos registrados, dois pacientes encontram-se em estado grave, segundo as autoridades locais.
A prefeitura de Viacha decretou três dias de luto em razão da tragédia. O presidente Rodrigo Paz manifestou solidariedade às famílias e determinou a abertura de uma investigação técnica e transparente para apurar as causas e verificar o cumprimento dos protocolos de segurança.
O que causou as explosões?
De acordo com o ministro da Defesa, Ernesto Justiniano, o evento foi composto por duas detonações distintas. A primeira teria envolvido pólvora negra de equipamentos pirotécnicos que estavam armazenados no regimento.
Após a primeira detonação, ocorreu uma segunda explosão de escala muito maior. O Ministério da Defesa afirmou que nenhum tipo de armamento de guerra explodiu durante o incidente, mas os materiais envolvidos na segunda explosão ainda estão sendo determinados.
Impacto na região e operações de segurança
A onda de choque das explosões danificou residências e causou a interrupção do fornecimento de energia elétrica na área afetada. Devido aos riscos, os moradores foram encaminhados para um centro de alojamento temporário, pois o retorno às casas ainda não é considerado seguro.
O coronel Roger Roca, porta-voz da polícia, afirmou que as operações de desminagem continuam e que a situação está sob controle. Imagens do local mostram equipes de bombeiros utilizando caminhões-pipa para resfriar a área e conter a fumaça.
Promotores abriram uma investigação criminal por homicídio culposo, lesões não intencionais e outros possíveis crimes relacionados ao episódio. A prioridade das autoridades agora é o atendimento aos feridos e o apoio às famílias das vítimas.
