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FIFA condena esforço coordenado para enfraquecer entidade e seu presidente Gianni Infantino

Entidade afirma que reportagens recentes trouxeram alegações sem comprovação e afirmações falsas contra a organização

Por Redação Diário Local

A FIFA condenou, neste sábado (8), o que classificou como um "esforço coordenado e contínuo" de agentes para enfraquecer a entidade e seu presidente, Gianni Infantino. Em comunicado, a organização afirmou que acusações recentes sobre a instituição e o dirigente incluem alegações sem comprovação e afirmações comprovadamente falsas.

A nota oficial surge em meio a um período de intensa pressão política e institucional sobre a cúpula do futebol mundial. Infantino tem enfrentado pedidos de renúncia e foi alvo de reportagens de um jornal britânico, publicadas nesta sexta-feira (7), que mencionam um suposto pagamento a uma amante durante o período em que trabalhava na UEFA, entidade que comanda o futebol europeu.

A crise foi alimentada por críticas de dirigentes da própria FIFA na última semana. O descontentamento surgiu após Infantino apresentar um plano para a criação de uma subsidiária voltada à venda de direitos comerciais da Copa do Mundo e dos Mundiais de Clubes, masculino e feminino.

O plano de investimentos e a desistência

O projeto consistia na criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária avaliada em US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões). O objetivo era permitir a venda de uma participação minoritária dos direitos comerciais da Copa do Mundo para investidores privados.

De acordo com os detalhes divulgados, a comercialização dos direitos seria realizada por meio do fundo de investimento Thrive Eternal, controlado por Joshua Kushner, que é irmão de Jared Kushner, genro do presidente norte-americano Donald Trump. A proposta enfrentou forte rejeição da opinião pública e gerou cobranças por parte de membros da organização.

Diante da onda de críticas e da pressão para que o cargo fosse deixado, Infantino anunciou que o plano de investimentos foi abandonado. No entanto, a reação das entidades de futebol foi imediata e severa.

A UEFA decidiu decretar um boicote a todas as competições organizadas pela FIFA. O movimento da entidade que comanda o futebol europeu deve permanecer ativo até que a proposta de criação da subsidiária seja definitivamente descartada de forma oficial.

O cenário de turbulência ocorre em um momento em que a relação de Infantino com figuras políticas globais também é observada. Durante a Copa do Mundo de 2026, o dirigente demonstrou proximidade com Donald Trump, chegando a conceder ao presidente norte-americano o inédito "Prêmio FIFA da Paz".

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.