Filha de presidente do Paraguai é alvo de críticas por usar camiseta com frase 'Taxem os pobres'
Costanza Peña, estudante na Universidade Columbia, foi duramente criticada nas redes sociais enquanto o Paraguai enfrenta crise bancária.
Por Redação Diário Local
A estudante Costanza Peña, filha do presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi alvo de críticas nas redes sociais nesta sexta-feira (6). Internautas viralizaram uma imagem em que a estudante aparece em uma academia vestindo uma camiseta com a frase “Tax the poor” (Taxem os pobres).
As repercussões negativas ocorrem enquanto o Paraguai enfrenta uma das maiores crises bancárias de sua história, causada pelo colapso do Ueno Bank, o maior banco digital do país. A situação financeira gerou protestos em Assunção, capital paraguaia, com confrontos entre manifestantes e forças de segurança.
Por que Costanza Peña é alvo de críticas?
Usuários das redes sociais classificaram a mensagem da camiseta como de "forte insensibilidade social". O questionamento ganha peso pelo contexto político: o presidente Santiago Peña anunciou sua renúncia ao cargo na quinta-feira (5), após o colapso da instituição financeira.
Além das redes sociais, as críticas chegaram ao perfil oficial da Universidade Columbia, em Nova York (EUA), instituição onde Costanza estuda. Em publicações da universidade, internautas pediram a expulsão da estudante.
Relatos anônimos publicados por estudantes da mesma universidade criticaram a postura da estudante, mencionando o contraste entre sua posição de privilégio e a situação de cidadãos paraguaios que perderam economias devido à crise bancária.
Entenda a crise no Paraguai
O Ueno Bank contava com cerca de 3 milhões de clientes, o que representa metade da população estimada do Paraguai. Com a suspensão das operações do banco, milhões de pessoas ficaram sem acesso aos recursos depositados.
Na segunda-feira (2), o Banco Central do Paraguai decidiu iniciar o procedimento de resolução do banco após constatar que o índice de solvência da instituição caiu para menos de 50% do mínimo exigido por lei. O colapso ocorreu após meses de fiscalização que identificaram problemas nos créditos vinculados ao grupo controlador da instituição.
A crise também gerou mudanças na cúpula do Banco Central. O presidente do órgão, Carlos Carvallo, deixou o cargo na terça-feira (3) após pressão política. O economista Raúl Vera Bogado foi indicado para assumir o comando da entidade.
