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Marco Rubio nega que os EUA tenham ajudado Flávio Bolsonaro a sair do Brasil

Secretário de Estado dos EUA afirma que governo não participou de arranjos para a viagem do senador após derrota nas urnas

Por Redação Diário Local

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou, neste sábado (31), que o governo norte-americano tenha facilitado a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. Rubio afirmou que o governo dos EUA não participou de qualquer arranjo para que o parlamentar deixasse o país, embora tenha permitido sua entrada em território americano.

Segundo o secretário, o senador já possuía um visto garantido e a decisão de permitir sua entrada foi uma medida presidencial. Rubio explicou que o presidente Donald Trump deixou claro que Flávio receberia uma 'parole' — termo que se refere à liberdade incondicional de entrada — ao chegar à alfândega dos Estados Unidos.

A viagem de Flávio Bolsonaro ocorreu logo após o segundo turno das eleições. Para chegar aos Estados Unidos, o senador cruzou a fronteira terrestre com a Argentina por Foz do Iguaçu (PR) e embarcou em um avião particular em Puerto Iguazú. Após uma escala em Guayaquil, no Equador, ele desembarcou em Miami na manhã de quarta-feira (28).

O deslocamento aconteceu após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para o recolhimento dos passaportes pessoal e diplomático do senador. A determinação foi comunicada pela Polícia Federal (PF) na segunda-feira (26), logo após o parlamentar visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.

Em nota oficial, a Polícia Federal informou que não encontrou registros de saída de Flávio pelos postos de controle migratório brasileiros. A corporação declarou que está apurando as circunstâncias do descumprimento da decisão judicial, mas ressaltou que a proibição de viajar não caracteriza, por si só, a condição de foragido.

A medida de recolhimento dos documentos foi solicitada pela PF no domingo (25), após indícios de que o senador poderia deixar o Brasil. Flávio é investigado no âmbito de uma petição que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo do parlamentar.

O inquérito também investiga negócios relacionados a plataformas de apostas e a atuação de Willer Tomaz na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Além desses casos, o senador é alvo de outra investigação que apura o financiamento do filme Dark Horse, produção que aborda a trajetória política de Jair Bolsonaro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.