Família descobre que gata foi mantida viva após pedido de eutanásia em hospital nos EUA
Tutor de Annie descobriu que funcionário de hospital veterinário não realizou o procedimento solicitado em fevereiro de 2025.
Por Redação Diário Local
Uma família na Geórgia, nos Estados Unidos, descobriu que sua gata de estimação, Annie, estava viva um ano e meio após ter sido levada a um hospital veterinário para passar pelo processo de eutanásia. O animal foi mantido no local por um funcionário que não realizou o procedimento solicitado pelos tutores em fevereiro de 2025.
O tutor do animal, Brian Jagt, registrou um boletim de ocorrência após ser informado sobre o caso por um amigo de seu filho, que trabalha no próprio hospital. Segundo o relato, a gata estava sendo mantida viva na clínica desde o início de 2025, sem o conhecimento dos proprietários.
A polícia registrou o episódio como furto, uma vez que o funcionário estava em posse da felina de forma irregular. O hospital veterinário informou que o responsável pelo ocorrido foi demitido e admitiu que a equipe agiu sem autorização ao decidir não realizar o procedimento.
Em comunicado, o estabelecimento alegou que os funcionários acreditaram que a gata não precisava ser eutanasiada, mas reconheceu que não honrou a confiança da família. A clínica afirmou que reforçou as políticas internas para garantir que as decisões dos clientes sejam sempre respeitadas.
Annie tinha 19 anos e enfrentava complicações de saúde, incluindo sinais de demência. Após a confirmação de que o animal permanecia vivo, a equipe veterinária realizou o procedimento de eutanásia de forma definitiva nesta quarta-feira (13).
Brian Jagt relatou o impacto emocional causado pela situação e afirmou que o que mais o afeta é o sentimento de que o animal possa acreditar que foi abandonado na clínica. O tutor expressou preocupação com o fato de a gata ter sido mantida viva além do razoável, em prejuízo de sua saúde.
O caso também envolveu questões financeiras. O tutor recebeu o reembolso dos US$ 300 (aproximadamente R$ 1,8 mil) que foram pagos originalmente pelo serviço de eutanásia em fevereiro de 2025.
A família agora busca lidar com o desfecho do caso, enquanto o hospital declarou que tomou medidas internas para corrigir a falha de comunicação e de conduta ética com os clientes.
