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Xi Jinping e Narendra Modi se encontram em Nova Delhi para discutir reparação de laços na cúpula do Brics

Encontro entre presidente chinês e primeiro-ministro indiano ocorre em Nova Delhi para tentar reduzir tensões de fronteira iniciadas em 2020.

Por Redação Diário Local

O presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, se encontraram neste sábado (12) em Nova Delhi para buscar a reparação dos laços diplomáticos entre as duas nações. O encontro ocorre à margem da cúpula do Brics e representa um esforço para reduzir as tensões desgastadas por confrontos militares na fronteira há seis anos.

Durante a reunião, Xi Jinping afirmou que o governo chinês tem abordado as relações com a Índia sob uma perspectiva estratégica e de longo prazo. O líder chinês pediu que os dois países aproveitem as forças mútuas e busquem um desenvolvimento comum entre as nações.

O presidente chinês também defendeu uma "cooperação de alta qualidade" entre os vizinhos. Segundo Xi, como membros importantes do Sul Global, a China e a Índia devem atuar para promover um mundo mais multipolar, contribuindo para a paz e a estabilidade em escala global.

A visita de Xi Jinping marca o primeiro retorno do líder chinês ao território indiano desde 2019. O encontro é visto como parte de um processo de degelo cauteloso após o grave incidente ocorrido na região de Ladakh, em 2020.

Naquele ano, um confronto militar na zona de fronteira causou a morte de pelo menos 20 soldados indianos e quatro militares chineses. O episódio transformou a região montanhosa e acidentada em um palco de impasse militar prolongado entre as duas potências.

Desde o conflito, ambos os países estacionaram dezenas de milhares de militares na área, reforçados por equipamentos de guerra como artilharia, tanques e caças. Embora tenham ocorrido medidas para aliviar as tensões desde o impasse, a desconfiança entre as autoridades de ambos os lados permanece.

A movimentação diplomática na cúpula do Brics acontece em um momento de expansão do bloco, que agora conta com 11 integrantes. O grupo reúne cerca de metade da população mundial, mas a ampliação de sua base também trouxe novas diferenças políticas e econômicas entre os membros.

A visita do presidente chinês deve testar se o atual movimento de aproximação consegue se transformar em uma estabilização mais ampla e duradoura das relações bilaterais entre a China e a Índia.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.