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Houthis do Iêmen atacam refinarias da Arábia Saudita e elevam preço do petróleo

Ataques do grupo houthi a instalações da Aramco no Mar Vermelho ameaçam rotas de energia e elevam petróleo Brent acima de US$ 100.

Por Redação Diário Local

Militantes do grupo houthi, do Iêmen, atacaram instalações petrolíferas da Arábia Saudita no Mar Vermelho neste sábado (25). A ofensiva do grupo, que possui alinhamento com o Irã, eleva o risco de interrupção nas rotas de energia no Oriente Médio e intensifica o conflito civil iemenita.

Segundo declaração do grupo, os ataques atingiram unidades da petroleira estatal Aramco nas cidades de Jizan e Yanbu. Em Yanbu, dois mísseis balísticos foram interceptados por sistemas de defesa antiaérea operados por forças gregas.

Em Jizan, relatos do setor comercial e imagens indicam que houve danos em depósitos de combustível. As ações ocorrem após os houthis declararem um bloqueio naval à Arábia Saudita e ameaçarem novas infraestruturas de energia na região.

Em resposta aos ataques, a força aérea do governo do Iêmen, com apoio de Riade, realizou bombardeios contra posições do grupo houthi. Os alvos incluíram depósitos de armas nas províncias de Marib e al-Jawf.

Impactos no mercado de energia e logística

A instabilidade no Mar Vermelho e o bloqueio do estreito de Ormuz impactam diretamente o transporte global de combustíveis. Petroleiros que levam carga para a Ásia precisam contornar o continente africano, manobra que acrescenta cerca de 30 dias às viagens.

A incerteza logística e o cenário de conflito elevaram a cotação internacional do petróleo Brent para acima de US$ 100 por barril. O aumento reflete o risco de desabastecimento e a mudança nos fluxos comerciais.

Tensões com o Irã e trégua dos Estados Unidos

Paralelamente à ofensiva no Iêmen, as Forças Armadas dos Estados Unidos interromperam os ataques aéreos contra alvos iranianos. A pausa ocorre após 13 noites consecutivas de bombardeios, disparados em resposta a ofensivas contra navios no estreito de Ormuz.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou a suspensão das ações militares na sexta-feira (24). Washington afirmou buscar uma saída diplomática, mas exige a participação formal do governo de Teerã em negociações para o encerramento das hostilidades.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.