Incêndios florestais na Espanha forçam evacuação de 60 mil pessoas nos arredores de Madri
Fogo fora de controle já devastou 25 mil hectares de vegetação e gera preocupação com desastre natural em massa.
Por Redação Diário Local
Cerca de 60 mil pessoas foram evacuadas devido aos incêndios florestais que devastam a região nos arredores de Madri, na Espanha. O fogo já consumiu mais de 25 mil hectares de vegetação e mobilizou equipes de emergência, incluindo a Unidade Militar de Emergências (UME).
A situação de emergência forçou moradores de povoados como Chapinería a buscarem refúgio em ginásios poliesportivos, como o de Villaviciosa de Odón, a cerca de 30 km das áreas atingidas. Na sexta-feira (24), o incêndio saiu de controle, obrigando a evacuação imediata de diversas localidades ao oeste da capital espanhola.
O impacto visual das chamas também afeta pontos turísticos históricos. Neste sábado (25), o céu permaneceu encoberto por uma densa camada de fumaça, deixando o mosteiro de El Escorial envolto em uma neblina cinzenta provocada pelo fogo.
A prefeita de Brunete, Mar Nicolás, afirmou que o incêndio superou todas as barreiras de contenção. Segundo a autoridade, a prioridade absoluta das equipes de resgate é salvar vidas, mas há uma forte preocupação com a magnitude do desastre natural.
Por que os incêndios estão tão intensos?
A violência das chamas na Espanha e na França é consequência direta da vegetação altamente inflamável, agravada pela seca severa e pelas ondas de calor excepcionais que atingem a Europa ocidental desde junho.
Moradores de áreas afetadas, como San Martín de Valdeiglesias, criticam a falta de manutenção e limpeza de áreas agrícolas. Relatos apontam que o acúmulo de vegetação seca faz com que o fogo se propague com facilidade, de forma semelhante à pólvora.
Como vivem os evacuados
Nos centros de acolhimento, o cenário é de incerteza. Muitos residentes relataram ter saído de casa às pressas, levando apenas bolsas com roupas e medicamentos essenciais para si e para dependentes, como idosos ou animais de estimação.
Enquanto os bombeiros e a UME combatem o fogo, voluntários atuam nos abrigos distribuindo comida e organizando atividades para distrair as crianças. Apesar do suporte recebido, o medo de perder o patrimônio e o desconhecimento sobre quando poderão retornar às casas marcam o clima entre os desabrigados.
