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Investigados no escândalo do futebol fecham acordo com a Justiça dos EUA

Hugo e Mariano Jinkis admitiram pagamento de subornos milionários e devem ter acusações suspensas após acordo com autoridades norte-americanas

Por Redação Diário Local

Os empresários Hugo Jinkis e Mariano Jinkis, investigados no escândalo de corrupção do futebol mundial, fecharam um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para encerrar as acusações criminais contra eles. A medida foi revelada nesta quarta-feira (26) por meio de documentos protocolados por promotores federais no tribunal do Brooklyn, em Nova York.

A dupla deve comparecer a uma audiência para formalizar um acordo de suspensão condicional do processo. Esse procedimento permite a retirada das acusações caso os termos pactuados sejam respeitados, prevendo ainda a liberação dos investigados sob fiança.

Como parte do ajuste com as autoridades norte-americanas, pai e filho admitiram o pagamento de dezenas de milhões de dólares em subornos comerciais. Os repasses foram destinados a dirigentes de entidades de futebol na América do Sul entre a década de 1990 e 2015.

O objetivo dos pagamentos era garantir direitos de transmissão e patrocínio para torneios de grande porte na região para a empresa da família. Ao contrário de outros réus condenados no escândalo, os Jinkis evitaram a extradição por permanecerem na Argentina por mais de uma década, viajando para Nova York apenas para negociar os termos do acordo.

Segundo os documentos, os investigados são os primeiros indivíduos a obter a suspensão condicional e evitar a prisão, diferentemente de outras corporações que pagaram penalidades similares na última década. Os advogados da dupla não se pronunciaram sobre a decisão.

O que foi o escândalo Fifagate?

O Fifagate foi deflagrado em 27 de maio de 2015, por uma operação conjunta do FBI e da justiça suíça. A ação revelou um esquema de propinas e lavagem de dinheiro que durou mais de duas décadas e envolveu centenas de milhões de dólares.

O esquema operava por meio de subornos a dirigentes da Fifa, Conmebol e Concacaf. Em troca, os envolvidos garantiam direitos de marketing, transmissão e influenciavam a escolha de sedes para as Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e 2022, no Catar.

O caso também teve repercussão no Brasil, com o indiciamento de três ex-presidentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). José Maria Marin foi preso e condenado nos Estados Unidos, enquanto Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero foram banidos do futebol.

O escândalo resultou na queda do então presidente da Fifa, Joseph Blatter. O episódio forçou a entidade a adotar reformas profundas em seus mecanismos de governança e transparência para lidar com as denúncias de corrupção.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.