Benjamin Netanyahu chama de 'selvagens' governantes do Irã e afirma que acordo é impossível
Primeiro-ministro israelense declarou que não acredita em saída diplomática para a guerra e relatou tentativa de assassinato contra um de seus filhos.
Por Redação Diário Local
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que não acredita na possibilidade de uma saída diplomática para encerrar o conflito com o Irã. Durante um evento realizado nesta terça-feira (25), o líder israelense classificou os governantes iranianos como "selvagens" e declarou que um acordo entre as partes não pode ser alcançado.
Netanyahu relatou que compartilhou essa visão com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um encontro recente. Na mesma oportunidade, o primeiro-ministro elogiou a campanha de pressão econômica promovida pelo aliado contra o governo de Teerã.
"Duvido que seja possível chegar a um acordo com aquele grupo lá, com aqueles selvagens. Eu digo a vocês: um acordo não pode ser alcançado", declarou o premiê durante o pronunciamento sobre as tensões regionais.
O tom agressivo contra o regime de Teerã ocorreu apenas um dia após o primeiro-ministro fazer uma acusação direta envolvendo sua família. Em entrevista por telefone ao canal Channel 14, Netanyahu afirmou que o Irã tentou assassinar um de seus filhos.
O líder israelense descreveu o episódio como algo "inacreditável". No entanto, ele não forneceu detalhes sobre o ocorrido, não especificando qual dos filhos foi o alvo, nem o momento ou o local da suposta tentativa de ataque.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais ou detalhes técnicos que comprovem a tentativa de atentado contra o familiar do primeiro-ministro. Netanyahu possui três filhos, sendo dois homens e uma mulher.
A declaração reforça a postura de inflexibilidade do governo de Israel em relação às negociações com o Irã. O cenário de tensão entre as duas nações permanece elevado, com Israel monitorando as ações do governo iraniano.
As falas de Netanyahu ocorrem em um contexto de crescente instabilidade no Oriente Médio, onde a pressão econômica e as ameaças militares são constantes. O primeiro-ministro tem mantido o foco na segurança nacional e na resistência contra as políticas de Teerã.
