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EUA evitam novos ataques ao Irã para focar em pressão econômica e bloqueio naval, diz Rubio

Secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington pretende concentrar esforços em bloqueio naval e novas sanções contra Teerã.

Por Redação Diário Local

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, informou a ministros de Relações Exteriores de países aliados que Washington não deve iniciar novos ataques contra o Irã por enquanto. A orientação faz parte da estratégia do governo de Donald Trump para elevar a pressão econômica sobre Teerã sem recorrer a operações militares de grande escala no momento.

Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (26), o governo norte-americano pretende concentrar esforços no bloqueio naval e na aplicação de novas sanções anunciadas pelo Departamento do Tesouro. O objetivo também inclui o aumento do volume de petróleo transportado pelo estreito de Ormuz para os mercados internacionais.

Apesar da orientação de evitar novos ataques, o secretário de Estado não descartou uma resposta militar caso haja uma ofensiva inicial por parte do Irã. Funcionários do governo indicaram que essa postura deve ser mantida, ao menos, até a conclusão das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Qual é a estratégia contra o Irã?

A avaliação de autoridades em Washington é que a retirada de minas de parte do estreito de Ormuz pela Marinha dos Estados Unidos reduziu a capacidade de pressão do Irã sobre a região. Com a medida, um número maior de petroleiros passou a utilizar a faixa sul da passagem marítima.

O bloqueio naval também teria impactado as receitas iranianas provenientes da venda de petróleo. Autoridades dos EUA relataram que, nas últimas duas semanas, quase nenhum petroleiro foi observado na ilha de Kharg, que é o principal ponto de exportação de petróleo do país.

O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou que a economia iraniana atravessa um período de queda livre. Segundo ele, os Estados Unidos trabalham para interromper as fontes de financiamento remanescentes do governo de Teerã, mantendo o objetivo de impedir que o Irã obtenha armas nucleares.

Mediação internacional

No campo diplomático, o chefe do Exército do Paquistão, marechal de campo Asim Munir, viajou a Teerã no domingo (23) para conversar com autoridades iranianas. O Paquistão tem atuado como um dos mediadores entre os Estados Unidos e o Irã desde o início do conflito.

A Casa Branca afirmou que não há reuniões programadas ou negociações em andamento com o Irã no momento. A expectativa de Washington é que o aperto econômico pressione o governo iraniano a aceitar uma retomada das conversas diplomáticas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.