Iraque busca novas rotas de exportação para evitar dependência do Estreito de Ormuz
Primeiro-ministro Ali al-Zaidi afirma que o país não pode depender de um único corredor marítimo para exportar petróleo.
Por Redação Diário Local
O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, afirmou que o país busca rotas alternativas para a exportação de petróleo para evitar a dependência do Estreito de Ormuz. O governo iraquiano defende que não pode ficar refém de um único corredor marítimo para suas vendas internacionais, temendo os impactos de um possível fechamento da rota devido às tensões no Oriente Médio.
A declaração de al-Zaidi reflete a preocupação com a segurança energética e econômica do país. Segundo o primeiro-ministro, o Iraque está entre as nações que mais sofreriam com uma interrupção no Estreito de Ormuz, o que torna a diversificação das vias de escoamento uma prioridade estratégica para Bagdá.
O cenário de insegurança foi agravado por ataques sofridos nesta segunda-feira (17). O serviço de contraterrorismo iraquiano informou que dois oficiais de alto escalão foram alvejados por drones disparados a partir da região da fronteira com o Irã.
Um dos ataques teve como alvo o escritório de Masrour Barzani, primeiro-ministro da região curda semi-autônoma do norte do Iraque. O segundo dispositivo foi direcionado à residência de um alto funcionário da inteligência regional. Apesar da gravidade, não houve registro de vítimas nem reivindicação imediata de responsabilidade pelos ataques.
Masrour Barzani classificou o episódio como uma "escalada perigosa" e uma ameaça direta à estabilidade da região do Curdistão. O ataque é considerado incomum, uma vez que as investidas de grupos apoiados por Teerã costumam focar em instalações militares e diplomáticas dos Estados Unidos ou em bases de dissidentes curdos.
O governo do Irã negou qualquer envolvimento nas ofensivas. Uma autoridade iraniana de alto escalão classificou o incidente como um exemplo de "falsa bandeira vermelha". Em contato com o governo iraquiano, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que não há informações que confirmem que os ataques partiram de território iraniano.
A tensão ocorre no mesmo dia em que termina o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã, nesta segunda-feira (17). Autoridades iranianas reforçaram que a retomada do acordo depende de ações e atitudes por parte da administração americana.
Atualmente, as forças militares dos Estados Unidos estacionadas na região curda já iniciaram o processo de retirada. O cronograma acordado entre Washington e Bagdá prevê o encerramento da presença militar americana no território iraquiano até o dia 30 de setembro.
