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Justiça

Justiça dos Estados Unidos inicia julgamento de suspeito de organizar assassinato de Tupac Shakur

Duane Davis, acusado de orquestrar o assassinato do rapper em 1996, enfrenta julgamento nesta segunda-feira (10) em Las Vegas.

Por Redação Diário Local

O julgamento de Duane “Keffe D” Davis, principal suspeito de orquestrar o assassinato do rapper Tupac Shakur, começa nesta segunda-feira (10), nos Estados Unidos. A Justiça busca confirmar a responsabilidade do ex-líder de uma gangue pelo crime que ocorreu em 1996 e que permaneceu sem solução por décadas.

Tupac Shakur tinha 25 anos quando foi morto em setembro de 1996, após ser baleado dentro de um carro em Las Vegas. De acordo com a acusação, o crime teria sido motivado por um plano de vingança após uma briga envolvendo o artista e Orlando “Baby Lane” Anderson, sobrinho de Davis.

A promotoria sustenta que Davis, então um dos líderes da gangue South Side Compton Crips, de Los Angeles, teria ordenado o assassinato e fornecido a arma utilizada no ataque. O confronto que teria motivado a retaliação ocorreu horas antes dos disparos, no cassino MGM Grand, envolvendo o rapper e Marion “Suge” Knight.

Na noite do crime, Tupac estava em um veículo BMW dirigido por Knight quando um Cadillac branco parou ao lado do carro e os ocupantes efetuaram os disparos. O rapper foi atingido e faleceu seis dias depois, no dia 13 de setembro (13).

Um dos elementos centrais do caso são as declarações de Davis em um livro, no qual ele relata que estava no banco da frente do Cadillac de onde partiram os tiros e que passou uma arma para o banco de trás. Davis, que foi preso em setembro de 2023, nega a participação no crime e afirma ser inocente.

A defesa de Davis tenta impedir que o livro seja utilizado como prova no tribunal. O acusado argumenta que as memórias não foram escritas por ele e que o conteúdo foi ficcionalizado pelo coautor para fins comerciais. Os advogados também tentaram barrar o uso de um interrogatório policial de 2008, mas não obtiveram sucesso.

Os advogados de defesa também utilizam como estratégia o argumento de que Davis não se encontrava em Las Vegas na noite da morte do rapper. O foco do julgamento, no entanto, concentra-se na suposta participação de Davis na organização do crime, e não necessariamente na identificação de quem efetuou os disparos.

O processo inicia nesta segunda-feira (10) com a fase de seleção do júri, etapa que deve durar cerca de uma semana. Ainda não há previsão para um veredito. Se condenado, Davis, de 63 anos, pode receber a pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.