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Defesa

Pentágono exige que empresas acelerem produção de sistemas militares estratégicos

Vice-secretário de Defesa dos EUA pede que fabricantes antecipem encomendas de radares e interceptadores devido à guerra com o Irã

Por Redação Diário Local

O Pentágono solicitou que as principais empresas de defesa dos Estados Unidos acelerem a produção e a entrega de sistemas militares considerados estratégicos. A medida visa enfrentar preocupações com os estoques e gargalos de produção agravados pelo conflito com o Irã.

O vice-secretário de Defesa dos Estados Unidos, Steve Feinberg, afirmou que o departamento pretende antecipar ou ampliar encomendas de programas críticos. A lista de prioridades inclui sistemas de vigilância de longo alcance, radares, interceptadores para defesa aérea e equipamentos de rastreamento de mísseis.

Em carta enviada em 5 de agosto (5) aos fornecedores, Feinberg declarou que ciclos de desenvolvimento que duram anos não são aceitáveis e que é necessário acelerar drasticamente os cronogramas e a capacidade produtiva. O documento foi direcionado a grandes fabricantes, como Boeing, Lockheed Martin e RTX.

Quais são as prioridades de defesa?

A ofensiva do Pentágono abrange além das necessidades imediatas do conflito com o Irã. O foco também está em sistemas de comunicação por satélite e em uma nova geração de defesa antimísseis, como o programa Next Generation Interceptor, da Lockheed Martin, que visa proteger o território americano contra mísseis balísticos intercontinentais.

Outros equipamentos citados como prioridades para o planejamento orçamentário de 2028 incluem o radar naval AN/SPY-6, da RTX, e o radar AN/TPY-6, da Lockheed Martin. Também constam o radar LTAMDS (RTX), radares de vigilância da Leidos para o projeto Golden Dome e o avião de treinamento T-7A Red Hawk, da Boeing.

A lista de equipamentos inclui ainda navios-tanque da classe John Lewis, produzidos pela General Dynamics, e o sistema de defesa antiaérea Nasams, fabricado pela Kongsberg em parceria com a RTX. O governo americano também busca garantir equipamentos de comunicação militar por satélite que sejam resistentes a interferências.

O que as empresas devem fazer?

As fabricantes receberam o prazo até o fim de agosto para apresentar propostas que demonstrem a capacidade de encurtar os cronogramas de entrega ou de ampliar o volume de produção. O Pentágono exige que as empresas detalhem os investimentos necessários em fábricas e equipamentos para sustentar o compromisso com encomendas contínuas.

O movimento ocorre enquanto as Forças Armadas dos EUA utilizam munições tanto em ataques contra o Irã quanto na interceptação de drones e mísseis contra bases na região. O presidente Donald Trump afirmou que os EUA possuem grandes quantidades de munições, embora tenha reconhecido que alguns estoques estão mais apertados.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.