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Julgamento

Defesa de Lil Durk questiona depoimento de atirador que busca acordo de cooperação em Los Angeles

Advogado de Durk confrontou testemunha com ligações da cadeia e alegou que acusações foram inventadas para garantir liberdade.

Por Redação Diário Local

O advogado de defesa de Lil Durk, Brian Steel, contestou nesta sexta-feira (29) o depoimento de Kasey Hester, um dos atiradores envolvidos no caso, alegando que as acusações contra o rapper foram inventadas para facilitar a obtenção de benefícios jurídicos. O quinto dia do julgamento ocorre em Los Angeles, onde o rapper é investigado por suposto envolvimento em um assassinato por encomenda.

Durante o contrainterrogatório, a defesa apresentou aos jurados gravações de ligações feitas por Hester enquanto estava sob custódia. Em um dos áudios, realizados em maio de 2023, o depoente afirmou que faria o que fosse preciso para garantir que não cumprisse pena, pedindo que sua esposa confiasse em seu esforço para voltar para casa.

A defesa utilizou esses registros para argumentar que o testemunho de Hester possui motivações pessoais para assegurar sua liberdade, e não apenas o compromisso com a verdade dos fatos.

O que Hester declarou sobre a recompensa?

Hester, que assinou um acordo de cooperação com autoridades federais em maio de 2023, afirmou em seu depoimento que Durk Banks, também conhecido como Durk, teria oferecido uma recompensa pela vida do rival Quando Rondo. Segundo o depoente, o valor discutido no grupo variava entre US$ 500 mil e US$ 1 milhão.

O atirador relatou que, após ser libertado da prisão, passou a conviver com membros do coletivo Only The Family. Ele afirmou que participou do tiroteio ocorrido em 19 de agosto de 2022, em um posto de gasolina próximo ao Beverly Center, que resultou na morte de Saviay’a Robinson.

Hester explicou que sua decisão de cooperar com a justiça ocorreu porque o peso da morte de Robinson estava afetando seu psicológico. Ele também detalhou que, embora tenha ouvido sobre a recompensa em uma situação de grupo em um estúdio em Atlanta, não houve uma oferta pessoal e direta de Banks em uma conversa individual.

Contradições e alegações de conluio

A defesa também questionou o depoente sobre divergências em suas declarações. Steel apontou que as respostas de Hester mudaram drasticamente durante entrevistas feitas a investigadores federais em maio de 2023, comparando o que ele disse na época com o que afirma agora no tribunal.

Além disso, a defesa sugeriu a existência de um conluio entre Hester e Kavon Grant, outro homem que se declarou culpado e deve testemunhar. Foram apresentadas mensagens que indicariam uma tentativa de alinhar relatos entre os envolvidos enquanto estavam sob custódia.

Hester negou ter discutido o caso com Grant e sustentou que as informações fornecidas aos investigadores já haviam sido entregues. O processo segue com o acompanhamento de outros dois cooperadores, Keith Jones e Kavon Grant, cujas participações são fundamentais para a acusação do governo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.