Justiça dos EUA rejeita pedido de Trump para suspender eleição ao Senado no Alasca
Magistrada Sharon Gleason afirmou que o governo federal não demonstrou autoridade legal para interferir no processo de certificação.
Por Redação Diário Local
Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou, neste domingo (1), a ação do governo de Donald Trump que buscava impedir o estado do Alasca de certificar o vencedor da eleição para o Senado. A decisão barra a tentativa de intervir no processo de validação do resultado eleitoral no estado.
A magistrada Sharon Gleason, do Tribunal Distrital dos EUA, afirmou na sentença que o governo federal não demonstrou ter autoridade legal para mover o processo. Segundo a decisão, o tribunal não possui jurisdição sobre o caso e a queixa deve ser rejeitada.
O governo federal reagiu rapidamente à sentença. Menos de duas horas após a decisão de Gleason, o governo anunciou que pretende recorrer ao Tribunal de Apelações do 9º Circuito dos EUA.
A ofensiva jurídica teve origem em uma orientação de Donald Trump, confirmada no dia 23 de outubro. Na ocasião, Trump disse ter instruído o Departamento de Justiça a tentar impedir a certificação caso o senador republicano Dan Sullivan perdesse a eleição por uma margem estreita.
O motivo da disputa
A justificativa apresentada pelo governo federal para a iniciativa foi a de evitar uma possível confusão entre candidatos com nomes semelhantes no Alasca. A estratégia visava interferir diretamente no rito de certificação dos votos.
O atual senador, Dan Sullivan, disputa a reeleição em um cenário de disputa acirrada. Lideranças do partido republicano defendem que a existência de outro nome na cédula, Dan J. Sullivan Jr., poderia causar a divisão de votos do partido.
Para os republicanos, essa divisão de votos poderia prejudicar a candidatura de Sullivan e alterar o resultado final. O foco da ação era garantir que a similaridade dos nomes não afetasse a contagem ou a clareza do pleito.
As eleições americanas estão marcadas para esta terça-feira (3). O pleito é considerado decisivo, pois deve definir o controle do Congresso dos Estados Unidos.
