Mahmoud Abbas acusa Israel de realizar 'guerra genocida' em discurso na ONU
Em discurso remoto na Assembleia Geral das Nações Unidas, líder palestino critica violência em Gaza e negação de visto pelos EUA.
Por Redação Diário Local
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, classificou a violência de Israel na Faixa de Gaza como uma “guerra genocida” durante discurso na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas. O pronunciamento ocorreu de forma remota, nesta quinta-feira (24), em Nova York, após o líder ter o visto de entrada nos Estados Unidos negado.
Em sua fala à organização internacional, Abbas afirmou que o povo palestino em Gaza enfrenta assassinatos, destruição, fome e tentativas de deslocamento forçado por parte das forças de ocupação israelenses.
O líder palestino também direcionou críticas ao governo dos Estados Unidos, alegando que a negativa de acesso da delegação palestina ao colegiado da ONU configura uma violação das obrigações norte-americanas como país-sede da instituição.
Abbas solicitou que as autoridades dos Estados Unidos retirem as sanções e restrições aplicadas à delegação, defendendo o retorno ao diálogo e ao respeito mútuo entre as partes envolvidas.
Defesa da solução de dois estados
Durante o discurso, o presidente da Autoridade Palestina clamou para que o governo americano trabalhe junto à comunidade internacional na implementação da solução de dois estados. A proposta deve ser baseada na legitimidade internacional para o estabelecimento da paz na região.
O líder palestino argumentou que o papel dos Estados Unidos deve ser o de viabilizar o acordo, em vez de punir o lado que busca garantir direitos por meio da diplomacia e da legislação internacional.
A restrição de acesso mencionada por Abbas impediu que a delegação palestina participasse presencialmente das atividades da Assembleia Geral, afetando a representação do grupo no evento em Nova York.
O posicionamento reforça a tensão diplomática envolvendo a representação palestina nos Estados Unidos e o papel mediador solicitado para resolver o conflito na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.
