Ataques no Oriente Médio elevam para 17 o número de militares dos EUA mortos no conflito
Dois ataques recentes na Jordânia e no Iraque elevaram o total de baixas americanas; Irã e Líbano registram milhares de vítimas.
Por Redação Diário Local
O número de militares dos Estados Unidos mortos na guerra contra o Irã subiu para 17 após dois ataques registrados no último fim de semana no Oriente Médio. As novas baixas incluem dois militares mortos na Jordânia e um sargento morto no Iraque.
Na noite de sexta-feira (17), mísseis iranianos atingiram a base aérea Muwaffaq Salti, localizada na Jordânia. O incidente resultou na morte de dois militares americanos e deixou uma pessoa desaparecida.
Outro ataque ocorreu na madrugada de domingo (19), no horário local, na cidade de Erbil, no Iraque. A explosão controlada de um drone iraniano causou a morte de um sargento no local.
As novas vítimas elevam para 17 o total de militares dos EUA mortos no conflito. O número não contabiliza o caso de um membro da Guarda Nacional que morreu por emergência médica em uma base no Kuwait, em 8 de março.
As mortes ocorrem em um momento de pressão sobre o governo americano. Durante a campanha eleitoral de 2024, Donald Trump utilizou o slogan "sem mais guerras" e prometeu não envolver os EUA em novos conflitos armados.
Parte da população dos Estados Unidos também expressa críticas ao envolvimento militar na região. Há questionamentos sobre se a guerra atende aos interesses do país ou se serve prioritariamente aos interesses de Israel.
Em comparação com os Estados Unidos, os países vizinhos apresentam números de vítimas muito superiores. Até o mês de junho, o Líbano registrou 3.696 vítimas de bombardeios e o Irã contabilizou 3.468 mortes.
No Irã, as baixas incluem o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, além de diversos altos funcionários. Um bombardeio em uma escola infantil na cidade de Minab, no início do conflito, matou 156 civis, sendo 120 crianças.
O Líbano tem sido alvo de bombardeios israelenses sob a justificativa de conter o grupo Hezbollah. O alto número de civis mortos gerou atritos entre o governo de Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
