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Israel

Ministro da Segurança Nacional de Israel defende mortes diárias de palestinos em Gaza

Itamar Ben-Gvir criticou a redução de ataques no território e defendeu execuções seletivas e saída em massa de palestinos.

Por Redação Diário Local

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defendeu a realização de execuções seletivas na Faixa de Gaza, com a eliminação de 30 a 40 pessoas todas as noites. A declaração foi feita no último domingo (17), em entrevista concedida ao podcast do ex-refém Rom Braslavski.

Ben-Gvir, que compõe a coalizão de governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, manifestou discordância em relação à redução dos ataques israelenses no território palestino. Durante a fala, o ministro afirmou que as execuções não deveriam atingar apenas quem representa uma ameaça imediata.

"Não é segredo que eu discordo do primeiro-ministro", afirmou o ministro, defendendo que certas pessoas na região "não merecem viver". De acordo com Ben-Gvir, o objetivo seria eliminar indivíduos de forma sistemática todas as noites.

Além da defesa de mortes diárias, o ministro defendeu a saída em massa de palestinos da Faixa de Gaza e a retomada de assentamentos israelenses em áreas ocupadas. Ben-Gvir declarou que vê toda a região como território de Israel e incentivou a emigração da população local para outros países.

O ministro ressaltou que, para membros de grupos considerados terroristas, a postura deve ser de eliminação, e não de emigração. Especialistas em direito internacional apontam que propostas de remoção em massa de populações podem ser interpretadas como limpeza étnica.

As declarações ocorrem em meio à campanha para as eleições marcadas para 27 de outubro. Ben-Gvir é uma figura central da extrema direita israelense e teve aumento de apoio após os ataques do Hamas ocorridos em 7 de outubro de 2023, quando cerca de 1.200 pessoas foram mortas em Israel.

Embora não tenha autoridade direta sobre as Forças Armadas, o ministro ocupa cargo influente ao ser responsável pela polícia e pelo sistema prisional. Em 2025, a mais alta corte de Israel decidiu que o serviço penitenciário, sob sua gestão, privava detentos palestinos de alimentação mínima adequada.

Atualmente, a autorização para novos bombardeios em Gaza passou a depender do chefe do Estado-Maior do Exército, medida que desagradou parlamentares da direita, incluindo o ministro. Segundo o Ministério da Saúde do território palestino, mais de 1.250 pessoas morreram desde a entrada em vigor de uma trégua em outubro.

O impasse sobre um cessar-fogo persiste entre o governo e o Hamas. Embora existam propostas para o desarmamento do grupo em troca da interrupção de ataques, o governo de Netanyahu afirma que não abandonará posições ocupadas até que o Hamas esteja completamente desarmado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.