Ministério Público do Equador acusa sete supostos autores intelectuais de assassinar Fernando Villavicencio
Instituição solicitou alerta vermelho da Interpol contra quatro suspeitos que vivem no exterior e pediu prisão preventiva.
Por Redação Diário Local
O Ministério Público (MP) do Equador apresentou, neste sábado (8), uma acusação formal contra sete pessoas apontadas como supostas autoras intelectuais do assassinato do candidato à Presidência Fernando Villavicencio. O órgão acusa os envolvidos como autores indiretos por participação no crime de assassinato.
Entre os processados estão dois ex-políticos de esquerda, um empresário e integrantes de um grupo criminoso. O Ministério Público solicitou a manutenção da ordem de prisão preventiva contra os sete indivíduos e pediu a emissão de alerta vermelho da Interpol contra quatro deles, que vivem no exterior.
O caso refere-se ao magnicídio ocorrido em 2023, quando Villavicencio foi morto a tiros na saída de um comício realizado em Quito. O ataque aconteceu apenas uma semana antes do início das eleições presidenciais no país, período em que o político disputava o cargo.
Até o momento, cinco pessoas já foram condenadas a penas que chegam a 34 anos de prisão como autoras materiais do assassinato. Durante a execução do crime, o autor dos disparos foi morto por seguranças que acompanhavam o candidato.
As investigações também registraram a morte de outros seis cidadãos colombianos, supostamente ligados ao crime organizado. Segundo as autoridades, esses indivíduos morreram enquanto estavam sob custódia no sistema prisional.
Perfil de Villavicencio
Antes de ingressar na vida política, Fernando Villavicencio atuava como jornalista e era conhecido por investigar casos de corrupção. Suas apurações focavam em situações envolvendo o governo do ex-presidente Rafael Correa, que governou o Equador entre 2007 e 2017.
Contudo, as denúncias do político e jornalista não se restringiam a um único espectro político. Segundo os registros das investigações, suas apurações também envolveram setores da direita e figuras ligadas ao crime organizado no país.
