Netanyahu rejeita plano de 15 pontos dos EUA para Gaza e nega criação de Estado palestino
Primeiro-ministro de Israel afirma que não retirará tropas do território enquanto o Hamas não se desarmar totalmente
Por Redação Diário Local
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (9) que o país rejeitou um plano de 15 pontos para a Faixa de Gaza. A proposta foi apresentada pelo Conselho de Paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Netanyahu reiterou que não pretende retirar as tropas do território enquanto o grupo Hamas não realizar o desarmamento total.
Durante a declaração, o líder israelense foi enfático ao dizer que não haverá a formação de um Estado palestino enquanto ele permanecer no cargo. A posição contrasta com as movimentações diplomáticas recentes para buscar um encerramento do conflito na região.
O plano de 15 pontos havia sido mencionado pelo governo americano no mês passado. Na ocasião, Donald Trump afirmou que os esforços para pôr fim ao conflito haviam entrado em uma nova fase de negociação.
Segundo o presidente dos Estados Unidos, o desenho da proposta já contava com o aval de setores israelenses e de representantes do Hamas desde o ano passado. O objetivo estratégico seria iniciar o processo a partir da implementação de um cessar-fogo.
Apesar das tentativas de mediação e do plano proposto, a situação no terreno segue complexa. Existe uma trégua em vigor na região desde outubro, mas o cenário de combate não foi totalmente interrompido.
O governo de Israel mantém a execução de operações militares na Faixa de Gaza. Além das incursões terrestres, bombardeios continuam sendo realizados em pontos do território palestino.
A rejeição ao plano de 15 pontos sinaliza um impasse nas negociações mediadas pelos Estados Unidos. O impasse envolve tanto a permanência das tropas israelenses quanto a questão política da soberania palestina.
Até o momento, as diretrizes para o desarmamento do Hamas e a retirada das forças de segurança permanecem como os principais pontos de divergência entre as partes envolvidas no conflito.
