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Clima

Oceanos atingem temperatura recorde impulsionados por El Niño e mudanças climáticas

Serviço climático europeu Copernicus alerta que aquecimento dos oceanos deve aumentar nos próximos meses, afetando a vida marinha.

Por Redação Diário Local

Os oceanos do mundo registraram as temperaturas mais altas já documentadas no último sábado (22). O aquecimento, impulsionado pelo fenômeno El Niño e pelas mudanças climáticas, deve continuar nos próximos meses e impactar a vida marinha e terrestre, informou o serviço climático europeu Copernicus nesta segunda-feira (24).

As temperaturas médias globais das águas atingiram 21,1°C na sexta-feira (21) e no sábado (22). O índice supera o recorde anterior estabelecido em março de 2024. Segundo a liderança estratégica de clima do Copernicus, Samantha Burgess, o resultado indica que o sistema climático e os oceanos estão sob forte pressão.

O El Niño, caracterizado pelo aquecimento natural de partes do Oceano Pacífico, está em fase de crescimento e deve atingir seu ápice entre novembro e janeiro. A combinação do fenômeno com o aquecimento de longo prazo decorrente da queima de combustíveis fósseis tem elevado as temperaturas das águas.

Como o aquecimento afeta o clima e a vida marinha?

O aumento da temperatura oceânica provoca mudanças químicas e físicas no ambiente. Quando o oceano aquece, ele se torna mais ácido e passa a transportar menos oxigênio, o que prejudica a produção de alimentos que dependem de ecossistemas marinhos.

Além disso, o calor altera as correntes oceânicas e os padrões climáticos. Esse processo pode tornar as tempestades mais intensas e fortes. O aquecimento também amplia o impacto de ondas de calor em regiões costeiras, já que a brisa marinha deixa de oferecer temperaturas noturnas mais amenas.

A vida marinha também enfrenta riscos de sobrevivência. O calor pode matar recifes de corais e desequilibrar a cadeia alimentar. Especialistas observam que o colapso de pescarias, como a de anchova peruana, pode gerar escassez de alimentos para animais marinhos e para seres humanos.

Quais são os próximos riscos identificados?

Cientistas e ecologistas demonstram preocupação com o comportamento atípico das águas. Diferente do padrão habitual, onde o pico de temperatura ocorre entre março e abril no Hemisfério Sul, o recorde deste ano foi estabelecido em agosto.

Há também o alerta para o aumento de espécies oportunistas. Com águas mais aquecidas, a presença de animais como águas-vivas tende a aumentar em certas regiões. Outros especialistas reiteram que o oceano funciona como o termostato do planeta e temperaturas recordes indicam desafios crescentes para a prosperidade e o bem-estar global.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.