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Pentágono confirma quase 100 militares feridos em ataques do Irã após escalada de conflito

Porta-voz do Pentágono afirmou que a maioria dos soldados sofreu concussões leves e 96% já retornaram ao serviço.

Por Davy Albuquerque

O Pentágono confirmou que quase 100 militares norte-americanos ficaram feridos desde o dia 7 de julho, em razão da escalada do conflito com o Irã. A informação foi divulgada pelo porta-voz da instituição, Sean Parnell, nesta segunda-feira (21).

De acordo com o comunicado, a maioria dos soldados afetados sofreu apenas concussões leves. O porta-voz afirmou ainda que 96% dos militares feridos nos ataques já retornaram ao serviço ativo.

A confirmação ocorre após o Irã lançar uma nova série de ataques contra instalações dos Estados Unidos nos últimos 10 dias. A tensão entre as duas nações foi agravada pelo fim do cessar-fogo, ocorrido no dia 8 de julho (8), o que resultou em trocas de ataques militares entre os países.

Além dos feridos, o Pentágono registrou a morte de três militares norte-americanos em combate na Jordânia e no Iraque durante a última semana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo irá retaliar todos os ataques iranianos que resultarem na morte de soldados norte-americanos.

Como funcionam os registros de baixas

O Pentágono informou que os dados oficiais sobre mortos e feridos serão publicados no Sistema de Análise de Baixas de Defesa (DCAS). O sistema é responsável por reunir os registros de baixas militares norte-americanas desde a Primeira Guerra Mundial.

Apesar do anúncio, o órgão não especificou quando será feita a próxima atualização dos dados no sistema. O registro público mais recente disponível no DCAS refere-se à Operação Epic Fury, que marcou o início da série de ataques contra o Irã em 2026.

Segundo as informações do sistema, a referida ofensiva foi encerrada em 5 de maio. Durante esse período, os registros apontaram a morte de 14 militares norte-americanos e 447 feridos.

Parnell negou, ainda, qualquer tentativa de ocultação de informações por parte do governo sobre as baixas e lesões graves sofridas pelas tropas. O porta-voz reiterou que a transparência sobre o estado de saúde dos militares é mantida conforme os protocolos da instituição.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.