Prefeito de Nova York avalia ordem de prisão contra Benyamin Netanyahu durante assembleia da ONU
Zohran Mamdani debate com equipe jurídica da cidade se possui autoridade para determinar a detenção do primeiro-ministro de Israel
Por Davy Albuquerque
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, avalia a possibilidade de solicitar a prisão do primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu, durante a próxima Assembleia Geral da ONU. A intenção de realizar a detenção foi declarada pelo prefeito em entrevista concedida neste sábado (18).
Mamdani informou que está debatendo o tema com a equipe jurídica da cidade para verificar se possui autoridade legal para ordenar que o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) detenha o líder estrangeiro. Ele afirmou que pretende agir conforme o que a legislação local permitir.
O prefeito classificou Netanyahu como um "criminoso de guerra" e defendeu que o primeiro-ministro deveria ser levado ao Tribunal Penal Internacional (TPI), que tem sede em Haia. Durante a declaração, Mamdani também qualificou Israel como um "regime de Apartheid".
O TPI afirmou, em 2024, que possuía motivos razoáveis para acreditar que Netanyahu é responsável por crimes de guerra e contra a humanidade. As investigações estão relacionadas à ofensiva de Israel em Gaza após o ataque do Hamas ocorrido em 7 de outubro de 2023.
Esta não é a primeira vez que o prefeito sinaliza medidas de tal natureza. Em ocasiões anteriores, Mamdani prometeu utilizar a polícia de Nova York para cumprir mandados de prisão contra líderes procurados pelo tribunal internacional, citando inclusive o presidente russo, Vladimir Putin.
Reação de Israel
O embaixador de Israel junto às Nações Unidas, Danny Danon, criticou duramente a postura do prefeito. Por meio da rede social X, Danon afirmou que Mamdani optou por incitar a hostilidade e gerar manchetes atacando o Estado de Israel.
Para o embaixador, o prefeito deveria focar em suas responsabilidades administrativas, especialmente no combate à crescente onda de antissemitismo registrada na cidade de Nova York, em vez de realizar ataques diplomáticos.
A Assembleia Geral da ONU, encontro que reúne líderes mundiais, está prevista para ser realizada em setembro na sede da organização, também em Nova York.
