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Venezuela

Fundo Monetário Internacional libera R$ 1,7 bilhão para reconstrução da Venezuela após terremotos

Recurso aprovado pelo Fundo Monetário Internacional será usado para apoiar famílias atingidas e reconstruir estruturas após desastres naturais no país.

Por Davy Albuquerque

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou a liberação de R$ 1,7 bilhão para a Venezuela para auxiliar no plano de reconstrução do país. O montante será utilizado para apoiar famílias afetadas, reconstruir infraestruturas e restabelecer serviços essenciais após os terremotos que atingiram a região norte em junho.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou o aporte por meio de comunicados em suas redes sociais, incluindo o Telegram e o Instagram. Segundo a autoridade, o valor recebido do FMI é composto por recursos próprios do país e tem como foco o suporte direto à população atingida pelo desastre natural.

O desastre ocorreu no dia 24 de junho (24), quando dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram o norte do território venezuelano. Os abalos sísmicos causaram destruição em larga escala e impactaram severamente as comunidades locais.

O balanço oficial sobre as vítimas foi divulgado na quinta-feira (16) por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Legislativa do país. De acordo com os dados apresentados, o número de mortos em decorrência dos tremores já soma 4.930 pessoas.

Além das vítimas fatais, o impacto humano do desastre é expressivo: outras 21.210 pessoas permanecem em abrigos temporários. A situação de desalojados reflete a gravidade da destruição provocada pelos abalos de junho.

O processo de retorno das famílias às suas residências está sendo feito de maneira gradual. A medida é necessária porque diversas áreas afetadas seguem interditadas para a realização de inspeções de segurança.

As autoridades locais trabalham para garantir que as estruturas sejam avaliadas antes da liberação do acesso definitivo. A prioridade é evitar novos incidentes em zonas onde a estabilidade do solo ou das edificações ainda é incerta.

O aporte de R$ 1,7 bilhão aprovado pelo FMI deve acelerar os esforços de recomposição da infraestrutura nacional e garantir a continuidade dos serviços básicos para os sobreviventes da crise sísmica.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.