Tartaruga marinha resgatada no País de Gales deve ser solta no Texas após viagem de 8 mil quilômetros
Animal foi encontrado quase morto no País de Gales em 2023 e deve ser devolvido ao Golfo do México nesta terça-feira (18).
Por Redação Diário Local
A tartaruga-de-Kemp Rhossi deve ser devolvida ao seu habitat natural no Golfo do México, nos Estados Unidos, após ser resgatada no País de Gales. O animal, considerado uma das espécies de tartaruga marinha mais raras e ameaçadas do mundo, percorreu cerca de 8 mil quilômetros de avião para retornar ao seu local de origem.
A previsão é que a soltura ocorra na próxima terça-feira (18), em uma região próxima à Reserva Nacional Padre Island, no sul do Texas. O retorno acontece após o animal passar por uma série de exames médicos especializados no Zoológico de Houston.
Rhossi foi encontrada em estado crítico, com sintomas semelhantes ao coma, em uma praia na vila de Rhosneigr, no País de Gales, em dezembro de 2023. Na época, a tartaruga estava atordoada pelo frio e foi localizada por uma cadela chamada Meg.
Acredita-se que o animal tenha sido arrastado pelas correntes do Golfo através do Oceano Atlântico até chegar à costa galesa. Durante os últimos dois anos e meio, a tartaruga permaneceu sob os cuidados do Anglesey Sea Zoo, no Reino Unido.
Na última segunda-feira (10), Rhossi viajou de Londres para Houston acompanhada pelo diretor do zoológico galês, Frankie Hobro. No Texas, o animal foi submetido a exames físicos, de sangue, radiografias e uma tomografia computadorizada.
Como está a saúde da tartaruga?
Segundo o ex-veterinário sênior do Zoológico de Houston, Joe Flanagan, que auxiliou nos cuidados de Rhossi, a tartaruga parece saudável. Ele afirmou que não há sinais de doenças externas ou traumas, e que o animal nada, mergulha e respira normalmente.
Com base no tamanho de 25 centímetros registrado no encontro, Flanagan estima que Rhossi tenha entre cinco e seis anos de idade. Uma radiografia identificou manchas nos pulmões que podem ser decorrentes de tecido cicatricial de uma pneumonia anterior.
Para se recuperar, o animal seguiu uma dieta robusta de caranguejos vivos, alimentação que costuma praticar na natureza. A liberação definitiva para o mar depende apenas da ausência de resultados preocupativos nos exames complementares previstos para os próximos dias.
