Eduardo Bolsonaro critica obrigatoriedade de vacinação infantil e defende modelo do Texas
Ex-deputado afirmou que o modelo de declaração de isenção usado nos Estados Unidos deveria ser adotado no Brasil.
Por Redação Diário Local
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo nesta sexta-feira (7) criticando a obrigatoriedade da vacinação para crianças no Brasil, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Nas imagens, o parlamentar defendeu que o país adote modelos de isenção semelhantes aos aplicados no estado do Texas, nos Estados Unidos.
Durante a gravação divulgada na rede social X, Eduardo Bolsonaro afirmou ter assinado uma declaração juramentada no Texas para isentar a filha da obrigatoriedade de imunização e permitir sua matrícula em uma escola local. Segundo ele, o processo foi realizado por meio de um documento do governo estadista, mediante o pagamento de 10 dólares.
O ex-parlamentar explicou que, por intermédio desse documento, o responsável assume integralmente a responsabilidade pela decisão de não vacinar a criança. Ele defendeu que o modelo adotado nos Estados Unidos deveria servir de exemplo para o Brasil, classificando a prática como uma política de liberdade.
Eduardo Bolsonaro argumentou que os pais devem ter a autonomia para decidir o que é melhor para os filhos, sem que exista uma responsabilização compartilhada com o Estado. Ele afirmou que, caso ocorram efeitos colaterais, o governo não seria responsabilizado pelos danos.
O ex-deputado utilizou como argumento o comportamento de fabricantes de vacinas durante a pandemia de COVID-19. Segundo ele, as empresas incluíram informações em bula que as isentavam de responsabilidade por eventuais reações adversas, o que reforçaria a necessidade de seguir as diretrizes americanas.
O parlamentar também expressou desconfiança em relação à atuação de autoridades brasileiras em casos de possíveis problemas de saúde decorrentes de imunizantes. Segundo Eduardo, o governo poderia não assumir responsabilidades ou até mesmo tentar obstruir investigações sobre efeitos colaterais.
Nas declarações, o irmão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a atual gestão federal, citando o presidente Lula como responsável pela obrigatoriedade das vacinas. Ele afirmou que, caso ocorram problemas, o governo não seria responsabilizado pelas consequências.
O vídeo reforça o posicionamento do ex-deputado sobre a liberdade individual e a autonomia parental frente às diretrizes de saúde pública estabelecidas pela legislação brasileira atual.
