Terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia não tem vínculo com sismo na Venezuela
Abalo sísmico de magnitude 7,4 na Colômbia envolveu placas tectônicas diferentes das que causaram a tragédia na Venezuela em junho.
Por Redação Diário Local
Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10) e deixou, até o momento, 132 mortos e 570 feridos. O epicentro do abalo foi registrado em San José del Palmar, na região de Chocó, e é considerado o tremor mais forte no país na última década.
O balanço preliminar dos impactos foi divulgado pela Associação Colombiana de Capitais (Asocapitales). Devido à gravidade dos danos, cinco das 32 capitais colombianas — Pereira, Cali, Quibdó, Manizales e Armenia — permanecem em estado de alerta vermelho.
O Serviço Geológico Colombiano registrou pelo menos 47 réplicas após o tremor principal, com magnitude máxima de 4,8. As autoridades informaram que a expectativa é de que novos movimentos sísmicos menores continuem ocorrendo na mesma região nos próximos dias.
Por que o sismo não tem relação com o da Venezuela?
De acordo com o Serviço Geológico Colombiano, o terremoto desta segunda-feira (10) não tem conexão com o abalo sofrido pela vizinha Venezuela em junho, que causou 6,3 mil mortes. Os dois eventos possuem dinâmicas diferentes por envolverem placas tectônicas distintas.
O sismo na Colômbia foi resultado da subducção (afundamento) da placa de Nazca sob a placa Sul-americana. Já o tremor na Venezuela envolveu a interação da placa Caribenha com a Sul-americana, o que gera um movimento lateral, também chamado de transcorrente.
A América do Sul está localizada sobre a placa Sul-americana, motivo pelo qual não ocorrem terremotos de grande intensidade no Brasil. No entanto, as bordas dessa placa interagem com outras, como a de Nazca, no oceano Pacífico, e a do Caribe, o que explica a alta incidência de sismos em países como Colômbia, Venezuela e Chile.
Os terremotos estão mais frequentes?
Apesar da proximidade entre os eventos na região, o Serviço Geológico Colombiano afirmou que não há evidências de que os tremores estejam se tornando mais comuns. A instituição explicou que a percepção de maior ocorrência deve-se ao avanço tecnológico.
Segundo o órgão, a existência de mais recursos e ferramentas para detecção e divulgação faz com que os sismos sejam mais conhecidos. A Colômbia registra, em média, 2.500 sismos por mês, mas a maioria não é perceptível para as pessoas, sendo detectada apenas por sismógrafos.
