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Venezuela

Número de mortos em terremotos na Venezuela chega a 6.301, diz governo

Balanço oficial aponta que mais de 73 mil pessoas precisaram de atendimento hospitalar após os tremores de junho.

Por Redação Diário Local

O governo da Venezuela divulgou, nesta segunda-feira (10), um balanço que contabiliza 6.301 mortos em decorrência dos terremotos que atingiram o país em 24 de junho. Além das vítimas fatais, o levantamento oficial indica que mais de 73 mil pessoas precisaram de atendimento hospitalar após os tremores.

Os dois sismos, que registraram magnitudes de 7,2 e 7,5, são considerados o desastre natural mais letal da história recente do país, superando marcas registradas desde 1812. Quase 50 dias após o evento, as forças de segurança venezuelanas seguem realizando buscas entre os escombros.

As autoridades locais admitem que o número de vítimas pode ser ainda maior, com a possibilidade de ultrapassar a marca de 10 mil mortos. O impacto nas infraestruturas urbanas foi severo, com o desabamento completo de 190 edifícios e danos estruturais em quase mil construções.

Em relação à reconstrução, o governo afirmou que já recolheu quase 500 mil toneladas de escombros. Até o momento, foram entregues 287 casas para famílias afetadas pelo desastre.

Sobre o patrimônio atingido, 31 mil imóveis que sofreram danos foram liberados para uso. No entanto, quase 10 mil propriedades permanecem interditadas devido ao alto risco de novos colapsos.

Terremoto na Colômbia

Nesta segunda-feira (10), um novo tremor de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia, deixando um saldo de mais de 100 mortos e dezenas de feridos. O evento ocorreu em um curto intervalo de tempo em relação aos sismos venezuelanos.

Apesar da proximidade geográfica e da sequência temporal dos desastres, especialistas explicam que os terremotos na Venezuela e na Colômbia não possuem relação entre si. Não há registro de um fenômeno que esteja intensificando a ocorrência de abalos sísmicos na América Latina.

Segundo os especialistas, a ocorrência dos sismos é explicada por fatores naturais da própria geografia da região, sem que haja uma conexão direta entre os eventos nos países vizinhos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.