Terremotos na Venezuela deixam 4.490 mortos e quase 18 mil pessoas desalojadas
Balanço divulgado neste domingo aponta que o número de feridos é de 16.740 e que 190 edifícios desabaram completamente.
Por Davy Albuquerque
O número de mortos em decorrência dos dois terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 4.490, informou o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, neste domingo (12). O balanço atualizado indica que o total de vítimas fatais aumentou em 157 pessoas em relação ao levantamento anterior.
Além das mortes, o governo venezuelano registrou 16.740 feridos e 6.462 pessoas resgatadas desde o início dos tremores. O impacto na infraestrutura habitacional é severo, com ao menos 17.907 moradores que ficaram sem moradia após o desastre.
Atualmente, 19.583 pessoas estão sendo mantidas em 108 centros de acolhimento temporário distribuídos pelo país. A concentração de desalojados é maior no Estado de La Guaira, onde se encontra mais da metade dos abrigados, enquanto 6.429 pessoas permanecem em Caracas.
A situação dos imóveis na região afetada segue sob monitoramento das autoridades. Até o momento, 856 edifícios sofreram algum tipo de dano, sendo que 190 deles desabaram completamente.
As inspeções de campo ainda estão em curso e o governo alerta que o número de imóveis comprometidos pode subir. A estimativa atual é de que serão necessárias cerca de 25 mil moradias para atender todas as famílias afetadas pela crise.
Como está a ajuda humanitária?
Para enfrentar a emergência, o governo venezuelano já distribuiu aproximadamente 10 mil toneladas de alimentos. Também foram entregues 18,5 milhões de litros de água para as comunidades atingidas pelos sismos.
A operação de socorro mobiliza um grande contingente de pessoas em diversas frentes de trabalho. Estão sendo empregados 31,8 mil agentes nas áreas afetadas para garantir o suporte necessário à população.
O esforço de recuperação conta ainda com o apoio da sociedade civil. O governo contabiliza a participação de mais de 30 mil voluntários que atuam no auxílio às vítimas e na organização dos centros de acolhimento.
