Sete em cada 10 norte-americanos temem que Trump não aceite derrota em eleições de meio de mandato
Pesquisa indica que apenas 20% dos entrevistados confiam que o presidente aceitará o resultado das eleições de meio de mandato.
Por Redação Diário Local
Cerca de 70% dos norte-americanos acreditam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode não aceitar o resultado das eleições de meio de mandato caso seja derrotado. O dado integra uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (20).
O levantamento aponta que apenas 20% dos entrevistados demonstram confiança de que o presidente aceitará os resultados do pleito. As eleições estão marcadas para o dia 3 de novembro (3) e devem definir a composição de grande parte do Congresso do país.
A disputa eleitoral decidirá todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e aproximadamente um terço do Senado. Atualmente, o partido republicano, que é a base política de Trump, detém a maioria em ambas as Casas Legislativas.
O processo é considerado um teste político importante para a gestão do presidente. O resultado das urnas tem o potencial de alterar o equilíbrio de poder entre os partidos no Legislativo americano.
O cenário de incerteza sobre a aceitação dos resultados ocorre em um momento de baixa popularidade do presidente. De acordo com outro levantamento da Reuters/Ipsos, o índice de desaprovação de Donald Trump atingiu 66% em outubro de 2026.
O receio de parte da população quanto ao processo eleitoral remete ao histórico de 2020. Na ocasião, após perder as eleições para o democrata Joe Biden, Trump apresentou acusações de fraude eleitoral sem comprovação.
As eleições de meio de mandato são fundamentais para a governabilidade presidencial. A manutenção ou perda da maioria no Congresso influencia diretamente a capacidade de aprovação de projetos e medidas do governo federal.
A pesquisa, realizada em parceria pelo instituto Ipsos, reflete o clima de tensão política que antecede o pleito de novembro. O controle das cadeiras da Câmara e do Senado define as diretrizes políticas dos Estados Unidos para os próximos anos.
