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Ucrânia afirma que ataque a navio do Irã no Mar Cáspio não foi intencional

Chanceler ucraniano afirmou que o país busca evitar escalada de conflitos após incidente que causou a morte de um marinheiro iraniano.

Por Redação Diário Local

O governo da Ucrânia afirmou que o ataque a um navio de bandeira iraniana no Mar Cáspio não teve a intenção de atingir embarcações civis ou pessoas. O posicionamento foi divulgado nesta terça-feira (28), após uma conversa por telefone entre o chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.

Durante o diálogo, classificado como "franco" e "difícil", Sybiha informou que o país busca evitar uma escalada desnecessária de conflitos. O chanceler destacou que todas as ações militares ucranianas visam apenas a defesa contra a agressão russa.

A declaração ucraniana também rebate as afirmações do Irã sobre um incidente recente que resultou na morte de um cidadão iraniano e ferimentos em outros tripulantes. Segundo o governo da Ucrânia, as operações não têm como alvo indivíduos ou embarcações civis.

O incidente no Mar Cáspio

A operação que gerou a crise ocorreu no último sábado (25), quando o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou uma ação na região do Mar Cáspio. Na ocasião, a inteligência ucraniana afirmou ter detectado que o navio iraniano transportava material militar para a Rússia.

Com base nessa suspeita, as autoridades ucranianas trataram a embarcação como um alvo legítimo. O governo do Irã, no entanto, negou que o navio estivesse envolvido no transporte de armas para o país de Vladimir Putin.

Teerã classificou a ação como inaceitável e chegou a prometer uma retaliação ao ataque. O episódio colocou em rota de colisão o conflito do Leste Europeu e as tensões do Oriente Médio.

Cobrança por restituições

Após o telefonema, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou a conversa e reforçou a posição de seu país. Embora tenha declarado que o Irã também não busca a escalada do conflito, ele reiterou que ataques aos cidadãos ou interesses iranianos são inaceitáveis.

Araghchi também formalizou um pedido de reparação pelo ocorrido. O ministro afirmou que deve haver restituições pelas perdas provocadas pelo bombardeio à embarcação do país persa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.