André Janones esclarece história de mulher ucraniana citada em relação com Flávio Bolsonaro
Deputado esclareceu que mulher citada foi refugiada da guerra na Ucrânia e não possui relação direta com Flávio Bolsonaro
Por Redação Diário Local
O deputado federal André Janones (Rede-MG) esclareceu, na madrugada deste sábado (24), a identidade de Mariana Vishegirskaya, mulher que havia sido alvo de questionamentos sobre uma suposta relação com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo o parlamentar, Mariana é uma jovem ucraniana que foi fotografada fugindo de um bombardeio em uma maternidade na cidade de Mariupol, em 2022, durante o conflito armado na Ucrânia. A história da mulher já havia sido reportada por diversos veículos de imprensa internacionais.
Janones utilizou suas redes sociais para detalhar o caso após passar os últimos dias levantando dúvidas sobre a ligação entre a ucraniana e o senador. O deputado havia inclusive incentivado seguidores a utilizarem uma hashtag relacionada ao tema e prometido revelações durante o debate da TV Globo, realizado na sexta-feira (23).
O deputado afirmou que a vulnerabilidade de mulheres expostas a conflitos armados pode ser transformada em uma "oportunidade de negócio" no Brasil. Ele citou suspeitas que envolvem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o suposto financiamento de uma rede internacional de prostituição.
De acordo com o texto publicado pelo parlamentar, as vítimas dessa suposta rede seriam contratadas para encontros privados com homens ricos e poderosos. Janones defendeu a investigação de denúncias que envolvam o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro no contexto desse recrutamento.
Ausência de ligação direta
Apesar das críticas e dos pedidos de investigação, Janones pontuou que Mariana Vishegirskaya não possui relação direta com o senador ou com o ex-banqueiro. O parlamentar frisou que não há informações que conectem a ucraniana às festas organizadas por Vorcaro ou a encontros com Flávio Bolsonaro.
Para o deputado, o caso de Mariana deve servir para compreender o cenário de exploração de refugiadas. Ele destacou que promessas de proteção, trabalho ou segurança podem se tornar armadilhas para mulheres que perderam tudo em zonas de guerra.
Em sua publicação, o deputado afirmou que, embora o senador possa não conhecer a história de Mariana, pessoas de seu círculo poderiam estar envolvidas em situações semelhantes com outras mulheres em situação de refúgio.
