Comerciante quebra placa de plataforma de delivery em São Paulo após protestar contra taxas
Em vídeo que viralizou, dono de lanchonete na Vila Celeste denuncia que valores recebidos após descontos não cobrem custos de produção
Por Davy Albuquerque
O proprietário de uma lanchonete na Vila Celeste, em São Paulo, viralizou nas redes sociais após gravar um vídeo em que quebra a placa da plataforma de delivery Keeta como forma de protesto. O comerciante denuncia que os descontos aplicados pelo serviço de entregas são abusivos e inviabilizam o lucro do estabelecimento.
No vídeo, o dono do negócio utiliza comprovantes de venda para argumentar que o repasse financeiro feito pelo aplicativo não é suficiente para cobrir os custos de produção e as despesas operacionais. Ele afirma que o valor líquido recebido não permite o pagamento de funcionários, motoboys e contas fixas.
Como exemplo do impacto nas vendas, o comerciante apresentou um caso em que um combo vendido por R$ 142 através da plataforma resultou em um repasse de apenas R$ 85,48 para a lanchonete. Segundo o relato, o montante restante é insuficiente para arcar com custos como aluguel, água e insumos.
O proprietário também contestou a política de precificação da empresa. Ele afirmou que, embora receba orientações para aumentar o valor dos produtos no aplicativo a fim de compensar as taxas, os descontos acabam sendo abatidos diretamente do caixa da loja.
O comerciante classificou como falsa a informação de que parte desses descontos seria financiada pela própria plataforma. De acordo com o desabafo, o custo final do desconto é assumido pelo estabelecimento, invalidando a estratégia de compensação de preços sugerida pelo serviço.
Como funciona a plataforma no Brasil?
A Keeta Brasil é uma operação da empresa chinesa Meituan. A plataforma iniciou suas atividades no país em outubro de 2025, por meio de um projeto-piloto realizado na Baixada Santista.
Após a fase inicial, a empresa iniciou o processo de expansão para a capital paulista e para a região metropolitana de São Paulo em dezembro de 2025.
Até o fechamento desta matéria, não houve resposta por parte dos representantes da Keeta Brasil sobre as denúncias feitas pelo comerciante.
