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Cultura

Tradição da congada em Silvianópolis celebra 246 anos e ganha reconhecimento nacional

Manifestação em Silvianópolis (MG) integra rede federal de cultura e reúne gerações de famílias em cortejos de fé

Por Redação Diário Local

A tradição da congada em Silvianópolis, no Sul de Minas, completa 246 anos de história com a Festa de Nossa Senhora do Rosário. A manifestação cultural, que envolve gerações de famílias, recebeu este ano o reconhecimento nacional ao ser certificada como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura.

O atual Terno de Congada Nossa Senhora do Rosário, estabelecido em 1980, reúne hoje mais de 80 integrantes. O grupo passou a integrar oficialmente o Cadastro do Patrimônio Cultural dos Reinados e Congados de Minas Gerais e a rede nacional do Programa Cultura Viva.

Embora o terno atual tenha sido fundado há 46 anos, os festejos da cidade remetem a 1780. A celebração é considerada uma das mais antigas da região e foi registrada como Patrimônio Cultural Imaterial de Silvianópolis em 2020.

Como funciona a celebração?

A Festa de Nossa Senhora do Rosário ocorre em dois momentos principais durante o mês de junho. O primeiro ocorre no segundo fim de semana do mês, com o Levantamento do Mastro. O segundo momento acontece no último fim de semana de junho.

Nesse período final, a programação é composta por três dias de festejos que incluem cortejos, celebrações religiosas e a subida do Reinado. A organização conta com a Associação de Caridade Nossa Senhora do Rosário e com o apoio da Prefeitura de Silvianópolis.

A movimentação impacta o turismo local. Silvianópolis possui cerca de 6,2 mil habitantes, mas a população chega a quadruplicar com a chegada de devotos e congadeiros de várias partes de Minas Gerais durante o período festivo.

O impacto social do grupo

A participação na congada é marcada pelo voluntariado. Os integrantes não recebem remuneração e os custos com instrumentos, uniformes e deslocamentos são supridos pelo esforço do próprio grupo para manter as atividades durante o ano todo.

A atividade também serve como ferramenta de inclusão. Entre os membros, destaca-se a participação de jovens, incluindo crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que encontram no ritmo dos tambores e na cultura familiar um espaço de convivência e integração social.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.